TEM QUEM GOSTE; TEM QUEM NÃO GOSTE
Esse prédio,

projeto do Ruy Ohtake, tem sido objeto das mais diversas reações. Como digo no título: Tem quem goste, tem quem não goste. Há, até, os que odeiam, falam da sua agressividade no entorno, sua desproporção monumental e suas cores berrantes e desnecessárias.

Da revista Projeto Design, selecionei trechos do artigo para estimular a discussão.
"Um dos mais comentados edifícios de São Paulo nas últimas décadas, o Ohtake Cultural finalmente ficou pronto. Desenhado por Ruy Ohtake, é composto por duas torres de escritórios e um espaço cultural que agrega salas de exposições e de reuniões, ateliês, livraria, teatro e auditório. Cada edifício abre-se para uma via diferente. O arquiteto acredita que o conjunto desafia a lógica do mercado e tem capacidade para modificar o caráter da região
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Não é pelo porte que o Ohtake Cultural chama a atenção: os 32 mil metros quadrados construídos, apesar de não ser pouco, não figuram entre os maiores empreendimentos paulistanos.
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No entanto, ao não se alinhar com a produção do mercado local, pela forma ou pelo uso, o prédio destoa na paisagem.
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O lote situa-se no encontro de três bairros bem caracterizados. O Alto de Pinheiros, bairro-jardim desenhado pela Cia. City, é reduto de casas unifamiliares para população de renda elevada. A Vila Madalena, de origem pobre, hoje concentra ateliês e vida noturna agitada
O bairro de Pinheiros, por sua vez, é um núcleo histórico que atualmente apresenta conflitos de crescimento desordenado. Para o arquiteto, o conjunto possui a capacidade de dialogar com os três lados.
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“Tenho a convicção de que o Ohtake Cultural é importante para a renovação do entorno como referência do contemporâneo”, avalia o arquiteto.
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Com esse complexo em Pinheiros, mais uma vez Ruy Ohtake estabelece uma ponte entre a arquitetura de Niemeyer e a escola paulista. Não dos pontos de vista formal ou ideológico, dos quais o arquiteto afasta-se cada vez mais. Mas pela visibilidade do projeto, misturada a elementos recorrentes da própria obra de Ohtake, que, queiram ou não, é marcada a ferro e fogo pelo brutalismo caipira".
Leia mais

projeto do Ruy Ohtake, tem sido objeto das mais diversas reações. Como digo no título: Tem quem goste, tem quem não goste. Há, até, os que odeiam, falam da sua agressividade no entorno, sua desproporção monumental e suas cores berrantes e desnecessárias.

Da revista Projeto Design, selecionei trechos do artigo para estimular a discussão.
"Um dos mais comentados edifícios de São Paulo nas últimas décadas, o Ohtake Cultural finalmente ficou pronto. Desenhado por Ruy Ohtake, é composto por duas torres de escritórios e um espaço cultural que agrega salas de exposições e de reuniões, ateliês, livraria, teatro e auditório. Cada edifício abre-se para uma via diferente. O arquiteto acredita que o conjunto desafia a lógica do mercado e tem capacidade para modificar o caráter da região
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Não é pelo porte que o Ohtake Cultural chama a atenção: os 32 mil metros quadrados construídos, apesar de não ser pouco, não figuram entre os maiores empreendimentos paulistanos.
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No entanto, ao não se alinhar com a produção do mercado local, pela forma ou pelo uso, o prédio destoa na paisagem.
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O lote situa-se no encontro de três bairros bem caracterizados. O Alto de Pinheiros, bairro-jardim desenhado pela Cia. City, é reduto de casas unifamiliares para população de renda elevada. A Vila Madalena, de origem pobre, hoje concentra ateliês e vida noturna agitada
O bairro de Pinheiros, por sua vez, é um núcleo histórico que atualmente apresenta conflitos de crescimento desordenado. Para o arquiteto, o conjunto possui a capacidade de dialogar com os três lados.
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“Tenho a convicção de que o Ohtake Cultural é importante para a renovação do entorno como referência do contemporâneo”, avalia o arquiteto.
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Com esse complexo em Pinheiros, mais uma vez Ruy Ohtake estabelece uma ponte entre a arquitetura de Niemeyer e a escola paulista. Não dos pontos de vista formal ou ideológico, dos quais o arquiteto afasta-se cada vez mais. Mas pela visibilidade do projeto, misturada a elementos recorrentes da própria obra de Ohtake, que, queiram ou não, é marcada a ferro e fogo pelo brutalismo caipira".
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