Wednesday, February 15

O ARQUITETO COMUM ESTÁ DE BOA VONTADE

Confirmado que por aqui, no AC, as coisas estão "nos conforme", vai uma aviso/promessa, principalmente pra mim mesmo, de que pretendo reativar esse espaço bloguistico.

Vou atacar como normalmente os aspectos da Arquitetura e pretendo estabelecer algumas seções e espaços para troca de opiniões e , quem sabe e com um certo toque de pretensão, me colocar como um conselheiro pra coisas de Arquitetura e, principalmente, de obras e seus intrigantes, e as vezes surpreendentes, "acontecimentos".

AO TRABALHO, POIS!

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APENAS UM TESTE

Tentando saber se o meu Arquiteto Comum irá me obedecer, coisa que o meu Observador não fez.
Depois de tanto tempo sem dar atenção aos meus blogues, será que eles, os blogues, resolveram se rebelar contra seu dono?

VEREMOS A RESPOSTA, AQUI.

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Saturday, August 7

LOUCURAS SINO-ARABESCAS...QUANDO A ARQUITETURA ALUCINA

Pra não ficarmos aqui, no Arquiteto Comum, falando apenas das coisas simples e normais da nossa querida Arquitetura, coloco algumas imagens do que dizem ser o hotel mais caro do mundo e sua super-diferente piscinapiscinão, de 150 m de comprimento - colocada no alto da edificação – três super blocos.
É o hotel Marina Bay Sand´s , localizado em Singapura.
55 pavimentos fora a piscina.


Loucura arquitetônica, desvario dos empreendedores, ostentação dos hóspedes, sei lá, mas bem que eu gostaria de dar uma nadadinha nessa piscina, olhando para esse horizonte perdido.

Em tempo: fui nadador nos meus tempos de “atreta”, anos 50/60, Fluminense.







DELÍRIOS!!!!

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Tuesday, August 3

HOJE É DIA DO CAU!!!

Vamos torcer muito para que o CAU ( Conselho de Arquitetura e Urbanismo ) nosso Conselho - finalmente - seja aprovado sem os obstáculos - emendas - colocadas por dois parlamentares - prefiro não dar crédito a eles, aqui no AC - que só querem tumultuar a aprovação do CAU.

É HOJE, DIA 3 DE AGOSTO. VAMOS APROVAR O CAU!!!

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RIBA E OS FINALISTAS DO STIRLING PRIZE DE 2010

O RIBA (Royal Institute Of British Architects) anuncia seus finalistas a um dos maiores prêmios da Arquitetura, O Stirling* Prize de 2020.
* Stirling, James Stirling um dos maiores Arquitetos britânicos de todos os tempos.

Do site da Pini:
"RIBA anuncia finalistas do Stirling Prize 2010
23/Julho/2010

O RIBA (Royal Institute of British Architects) divulgou os seis finalistas do RIBA Stirling Prize 2010, que terá seu vencedor anunciado no dia 2 de outubro, em Londres, na Inglaterra. O instituto premia os melhores empreendimentos construídos na Grã-Bretanha ou projetados por arquitetos de origem britânica.
Na edição passada, o vencedor foi o arquiteto Richard Rogers, do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners, com o projeto do Maggie's Centre, um centro de tratamento de pacientes com câncer, localizado em Londres.

Confira os seis projetos finalistas:

Ashmolean Museum



Construído em 1683 em Oxford, Inglaterra, o museu foi reformado pelo arquiteto Rick Mathers e ganhou mais 9 mil m² de espaço. O edifício tem 39 novas galerias divididas em seis andares, conectadas por uma série de escadarias e um grande átrio central.

Bateman's Row



Projetado pelos arquitetos da Theis and Khan e localizado em Londres, o prédio reúne quatro apartamentos, um escritório, um estúdio e uma galeria. A fachada do edifício é revestida por tijolos escuros em sua base, que vão clareando com a altura do prédio.

Christ's College Secundary School



O colégio produzido pelo escritório de arquitetura DSDHA e construído em Guildford, Inglaterra, tem três andares compactos com facilidade para portadores de necessidades especiais. O prédio possui um sistema de ventilação natural, onde o ar passa pelos tijolos da estrutura, e também um bom espaço de circulação, assim como uma grande área externa.

Clapham Manor Primary School



A reforma da escola localizada em Londres foi projetada pelo escritório de arquitetura dRRM, que adicionou um espaço ao antigo prédio. A nova área tem a forma de um retângulo por estar entre dois prédios já existentes, mas se destaca pela sua fachada com painéis de vidro coloridos, que permite grande iluminação.

MAXXI, National Museum of XXI Art



O museu projetado pela arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, localizado em Roma, na Itália, se desenvolve em uma série de fluxos dinâmicos que se coagulam em espaços de diferentes densidades e porosidades, seguindo o movimento dos visitantes ao exterior e ao interior do museu, superpondo as diversas salas expositivas e compenetrando as diversas funções em uma única tessitura espacial.

The Neues Museum




O projeto dos escritórios dos arquitetos britânicos David Chipperfield e Julian Harrap teve como objetivo recuperar o museu, localizado em Berlim, na Alemanha e destruído parcialmente durante a segunda guerra mundial. O novo projeto mantém a fachada original, mas prevê a ampliação da área interna."

Interessante poder constatar a diversidade dos projetos selecionados e dos Arquitetos contemplados - alguns como Zaha Hadid e David Chipperfield, mais conhecidos e renomados.
Além, é claro, da simplicidade deles, projetos.
Nada como aqueles projetos sino-arábicos (arabescos!!??) cheios de pretensão e exageros.

STIRLIG PRIZE 2010: QUEM SAIRÁ VENCEDOR?

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Monday, August 2

ARQUITETOS 1960 - FNA - 50 ANOS VOS CONTEMPLAM

ENCONTRO DA TURMA DA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DO BRASIL 1960

Comunicado nº 1 28 de julho de 2010
Caro colega:

Nós estamos trabalhando para organizar este Encontro, mas necessitamos de sua cooperação e entusiasmo para fazer deste um evento especial, por seu significado e expressão. Afinal, desde os “anos dourados” de nossa passagem pela Faculdade, quando se construía Brasília, são passados até hoje CINQUENTA ANOS !

1. Começamos por tentar localizar você e os demais colegas, para termos idéia de quantos seríamos no Encontro, parâmetro essencial para dimensionar espaços e serviços. Tivemos o prazer de contatar cerca de sessenta de nós, alguns morando fora do Rio de Janeiro. Precisamos agora que você nos confirme sua participação, quer venha só ou acompanhado, o mais breve possível, para termos uma idéia mais precisa do número de participantes. Envie essa confirmação preferencialmente para o e-mail, telefone ou endereço do escritório do Índio, que tem mais estrutura para recebê-la ou para qualquer de nós, ao final listados.

2. Com a estimativa de sessenta participantes procuramos local e data e conseguimos, após análise de alternativas, obter o salão do IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil, com uso exclusivo e gratuito para nós, no dia 26 de agosto de 2.010, uma quinta –feira, com início do evento previsto para as 19 horas. O IAB fica na R. do Pinheiro, 10 no Flamengo ( mapa em anexo) e seus telefones são (0xx21) 2557 – 4480 e (0xx21) 2557 – 4192. Lembramos a proximidade do Largo do Machado, por onde passam várias linhas de ônibus e a existência de estação do metrô, o que pode facilitar o acesso. Na rua Dois de Dezembro, nº 38 (em frente ao IAB) existe um estacionamento pago pelo usuário, gerido pela SPPARK.

3. Considerando que a oportunidade será um momento de reencontro efusivo entre amigos que há muito não se vêem, a intenção é ter um ambiente de descontração, que permita a expressão daqueles sentimentos de estima e camaradagem que nos uniram como estudantes e que estimule a conversa que, certamente, recairá sobre os bons momentos vividos em tempos universitários. Desse modo, o formato escolhido para o Encontro foi o de um coquetel, o que deverá permitir flexibilidade de participação de todos nas diversas rodas de papo que devem espontaneamente se formar.

4. O IAB dispõe, junto ao salão, de um bar e de um restaurante. Para simplificar operacionalmente o Encontro, cada um poderá fazer seu pedido ao bar e pagar diretamente suas despesas com bebidas e comida. Se você quiser pode “esticar” o Encontro no restaurante Nanquim, despesas por sua conta..

5. Para facilitar o relacionamento pretendemos confeccionar um crachá com seu nome. Logo que você confirmar sua participação ele será preparado.

6. Outros aspectos de organização

6.1 Expressões individuais, mostra

Pretendemos projetar em tela, a ser vista no salão:

a) fotos dos tempos da Faculdade.

Se você as tiver, mande para o escritório do Índio, o mais breve possível, seja uma cópia em papel ou, preferencialmente, já digitalizada, via e-mail. Trataremos de montar um DVD com as fotos recebidas. Estaremos, assim, trazendo à nossa memória as instalações e pessoas da Faculdade na Praia Vermelha.
Obs.: já dispomos daquela foto do Municipal com todos os formandos.


b) expressão artística dos colegas.

Já podemos contar com a promessa e oferta de trabalhos artísticos produzidos por alguns colegas (desenhos, pinturas, esculturas), trabalhos esses que pretendemos fotografar e reunir também em DVD, a ser projetado em tela no salão.

Se você tiver algo do gênero, que julgue interessante mostrar aos colegas, mande foto digitalizada, via e-mail, o mais breve possível, para o escritório do Índio, que vai centralizar o assunto. Trataremos de reunir seu trabalho aos demais trabalhos recebidos, em um DVD a ser projetado em tela no salão.

6.3 Não teremos profissional para fotografar ou filmar a reunião, mas o Alberto Reis se dispõe a fotografá-la com sua câmera digital, o que permitirá converter as imagens em DVD. Mesmo assim, traga você a própria câmera ou celular para capturar as imagens de seu particular interesse.

No momento é o que temos a comunicar. Voltaremos, se necessário.

Obrigados por sua acolhida.

Fausto Delanne de Campos Fest – R. Gal. Venâncio Flores, 388 / 502 Cep 22.441 – 090 Leblon Rio tel. (0xx21) 2540 -7897 Cel.(0xx21) 7614 – 6405 faustofest@globo.com
Mário Vaz Ferrer Filho Avenida São Sebastião, 263 Urca CEP 22.291 – 070 Rio Tel. (0xx21) 2295 – 1904 Cel. (0xx21) 9773 - 3132 mferrer@globo.com
Luís Eduardo Índio da Costa R. Pinheiro Guimarães 101 Botafogo CEP22.281 – 080 Rio Tel. (0xx21) 2539 – 1674 Cel. (0xx21) 8744 – 6610 indio@indiodacosta.com
Alberto Martins Reis R. Marquês de S. Vicente,52 loja 326 Shopping da Gávea CEP 22.451 – 040 Rio Tel. (0xx21) 2259 – 3499 albertoreis2006@terra.com.br
Sávio Sarmento Visconti Avenida Portugal, 554 Urca CEP 22.291 –050 Rio Tel. (0xx21) 2295 – 7774 Cel.(0xx21)savio.visconti@yahoo.com.br
Pedro Teixeira Soares Neto R. Marquês de S. Vicente, 124 Bloco 2 apto. 507 Gávea CEP 22.451 – 040 Rio Tel. (0xx21) 2259 – 3289 Cel. (0xx21) 8145 - 8320 pteixeira.soares@gmail.com

É ISSO AI...50 ANOS...POR ENQUANTO!

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Friday, July 16

CASA EM PARATY...UM BELO PROJETO

Sempre imagino a Arquitetura como uma coisa que deve ser simples, fluida, fácil de entender – e usar, principalmente – sem qualquer necessidade de, a cada projeto, desejarmos dar mostras de “craquezas” fora do normal.

Claro, querer fazer um bom projeto deve ser a primeira coisa a passar pela cabeça do Arquiteto, mas daí a querer se afirmar em cada encomenda, mostrar algo superior, “nunca dantes contemplado”, pelo menos pela minha cabeça não passa.

A última premiação internacional do Pritzkerbreve vou falar sobre o prémio, prêmios, e mostrar alguns dos projetosconfirma isso que eu penso.
Nada dessas “mirabolânciassino-arábicas foi contemplada, ainda bem!

Então, reiniciando minhas divagações arquitetônicas, coloco um projeto, do Márcio Kogan, em Paraty, na vitrine.
Simplicidade e clareza, tá tudo ali. Não vou falar do custo, que sei das alturas....mas valeu!

“Marcio Kogan vence prêmio da revista britânica Wallpaper
Projeto de casa em Paraty ganha como "Best new private house"

Luciana Tamaki
A revista britânica Wallpaper premiou o brasileiro Marcio Kogan no Design Awards 2010, na categoria "Best new private house", pelo projeto Casa Paraty (RJ). A casa, construída na praia de Santa Rita, tem coautoria da arquiteta Suzana Glogowski.

O único acesso à área da casa é feito por barco. Chegando na casa, a entrada é feita por uma ponte metálica sobre um espelho d'água forrado por cristais. A ponte conduz a uma escada que se conecta aos dois pavimentos da casa, dispostos em blocos independentes e interligados por um pilar. O uso do concreto armado aparente confere uma textura surpreendente para todas as paredes.

No bloco superior, de dormitórios, painéis retráteis de graveto de eucalipto barram a luz do sol. Os espaços são voltados para a montanha, com pequenos pátios internos com iluminação zenital. Todas as coberturas da casa são terraços, com mirantes, jardins para esculturas e plantação de ervas comestíveis.

O volume inferior contém a sala de estar, cozinha e área de serviço num espaço contínuo, com janelas de vidro que fazem vista para o mar e, abaixo, um grande vão de 27 m.

Duas grandes paredes de concreto armado, de 40 cm de espessura, nas laterais da residência, servem de apoio para as lajes e vigas. Parte da estrutura apoia-se sobre essas paredes, criando condições para o balanço de quase 10 m.

Tanto a laje, de 47 cm de espessura, como as duas vigas foram protendidas. Para conter esforços de tombamento dos balanços, a estrutura foi atirantada aos blocos de fundação das paredes.”








Acrescento um aspecto interessante e definidor para o trabalho do Kogan, que não aparece nesse artigo acima da jornalista Luciana Tamaki:

Quando o Arquiteto entrevistou o cliente, procurando saber que tipo de residência ele pretendia – uma residência de praia, qual o tipo de cobertura, etcas conhecidíssimas telhas de barro – e outras características convencionais, recebeu do cliente a seguinterecomendação”:

“Quero uma casa diferente, sem qualquer restrição tanto quanto ao tipo de arquitetura, quanto ao custo que isso possa acarretar. Total liberdade ao Arquiteto.”

Tudo que qualquer Arquiteto possa pretender e que foi imediatamente entendido pela capacidade e talento do Márcio Kogan.

Deu nisso quem as fotos mostram: uma Arquitetura sem restrições, simples como a boa Arquitetura deve ser.
Acho esse projeto um dos melhores que eu tenho visto nos último anos.

COISA DE CRAQUE!!!

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Friday, July 9

RETORNANDO A ATIVA....FINALMENTE

Tenho um outro blogue - Observador - ao qual sempre dei mais atenção do que a esse meu querido Arquiteto Comum.
Mesmo assim, até mesmo o Observador anda meio desamparado e pouco frequentado pelo seu dono, eu mesmo.
Algumas vezes eu já manifestei a intenção de renovar as atenções tanto ao Obs. quanto ao Arquiteto Comum...e desse vez a coisa vai acontecer.

A partir da próxima semana (estou falando no inicio de julho 2010) estarei aqui no Arquiteto Comum, tentando colocar as coisas da nossa profisão e as possíveis discussões e apresentação dos bons trabalhos - dos maus também - para que o Arquiteto Comum renasça.

Hoje, pra ser mais prático, nem imagem colocarei...apenas palavras.

MAS...É PAPO SÉRIO. ME AGUARDEM

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Friday, December 5

JANETE COSTA

3ª feira, dia 2 de dezembro, li uma pequena nota na página de obituários do Globo, do falecimento de uma Janete Costa. Simples e sem mais definições. Janete Costa, poderia ser qualquer uma Janete Costa. Mas como eu tenho uma grande amiga, colega Arquiteta, com esse nome, a notícia ficou na minha cabeça.
Na 4ª feira, a noticia sobre o falecimento da Janete Costa, infelizmente já certificada de que era a querida Janete Costa, a ficha caiu. Perdia uma grande amiga e o anuncio era para a missa de 7º dia.
Notícia muito triste, tristíssima!

janeteWEB.jpg

Conheci a Janete nos tempo de faculdadeFaculdade Nacional de Arquitetura – ali na Praia Vermelha, em frente ao Iate Clube. Acho que ela entrou antes de mim e , parece que saiu depois. Eu cursei de 1956 a 1960.
Explico o porque das defasagens, porque ela entrou primeiro e saiu depois. Já naquele tempo a inquietude e a ”mania” de trabalhar, fazia com que Janete priorizasse o trabalho e cursasse a faculdade no tempo que sobrasse.
Bonita, irrequieta e espontânea, criativa e cheia de iniciativa, ela sempre se destacou. Não tenho certeza, mas lembro-me de que ela era de Niterói.
Nesses desencontros da vida, formei-me e só fui reencontrar a Janete, final dos anos 60, início dos 70, quando eu viajava, pra lá e pra cá, fazendo as lojas da Cruzeiro do Sul e os hotéis da rede Seltom, subsidiária da “voadora”.

Dei, de cara, ou de lado, com ela num vôo do Caravelle, entre Fortaleza e Recife. Nessa ocasião ela já sentara praça no Recife e já dominava a arquitetura da região, com aquela dinâmica que foi, sempre, a sua marca registrada. Puxou o papo, na viagem entre as duas capitais, procurando afugentar o medo que ela tinha (não sei se com o passar do tempo e a exigência da tantas viagens ela deixou de ter medo), incessantemente, fazendo com que eu tivesse que ficar torto na minha poltrona, voltado para ela. Uma hora, assim entortado, pescoço travado, acabei chegando no Recife com um baita torcicolo. Deu-me o endereço, nessa ocasião ainda era no centro do Recife, mas não cheguei a visitá-la por lá. Eu, também, ia e vinha, pra lá e pra cá, feito um alucinado.

Passei um bom tempo, bastante, só tendo notícias dela e do seu trabalho, soube do seu casamento com o Borsoi – Acácio Gil Borsoi – um dos maiores Arquitetos que conheço, sempre dentro daquele panorama de muito trabalho, muitos elogios pelo seu trabalho, muita dedicação e competência.

Belo dia, eu casado pela 2ª vez, tomo conhecimento da abertura de uma galeria de arte da Janete, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Estava casado com a Soraia , que queria conhecer a Janete e eu disse que a conhecia muito bem e poderia apresenta-la . Mas, fazia pelo menos uns bons 10 anos que eu não a via. Mandei-me para a galeria, Soraia a reboque, e procurei a Janete. No meio da "puta" confusão da abertura, da inauguração, coisas ainda por fazer, encontro a amiga. Cuidadosamente, educadamente, chego ao seu lado, ela respondendo a um monte de perguntas de um reporter, e espero a minha vez. Ela falando com o repórter, vez em quando olhava na minha direção.
“Será que ela se lembra de mim, pensei?”
Num dado momento ela chega mais perto e me pergunta:
“Pombas, Fernando! Você vai ficar ai parado e não vai falar nada?”
Foi a chave para que tudo passasse a um outro plano, aquele mesmo dos bons tempos de faculdade, do papo no Caravelle e de outras fortuitas ocasiões onde nos encontramos. Mostrou tudo a nós, estabeleceu uma amizade que iria frutificar, com a Soraia que acabou trabalhando com ela durante um bom tempo – e mostrou o belo estilo despojado e bacana da velha amiga da FNA.

Depois, por algumas vezes mais, estivemos juntos em casa de amigos comuns, e em sua belíssima casa na avenida Niemeyer. Durante os últimos 10/12 anos, morei em São Paulo e moro, agora, na serra carioca –Petrópolis / Correas – e perdemos o contato mais próximo. Mas os seus sucessos, seus trabalhos maravilhosos, se sucediam e eu tomava conhecimento pelo noticiário dos jornais e revistas.

Pois, essa querida amiga foi-se, deixando em quem a conheceu uma lembrança bonita e uma saudade que sempre permanecerá.
Fico feliz por ter tido a possibilidade de compartilhar, mesmo que com pouca intensidade, da vida da amiga Janete.

UMA ARQUITETA, UM EXEMPLO!


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Friday, December 28

DESEJOS E ESPERANÇAS

Num ano que vai ficar marcado para mim, como o ano da renovação, do meu coração revascularizado, quero deixar marcado, registrado, em todos os meus queridos blogues e assemelhados, minha felicidade e esperanças para os muitos outros anos que eu ainda espero desfrutar aqui no planeta.
E que essa esperança e felicidade, seja estendida a todos amigos, parentes e os mais chegados, em toda a sua plenitude.

FELIZES ANOS NOVOS!

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Thursday, December 13

CAU - CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO

Nos Jornais:
APROVADA NO SENADO A CRIAÇÃO DO CAU - CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO

A proposta de regulamentação do exercício da arquitetura e do urbanismo, e a criação dos respectivos conselhos federal e regionais, foi aprovada na quarta-feira (05/12), no Plenário do Senado. A partir de agora o projeto de Lei será levado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sanção presidencial. Os arquitetos esperam que a sanção seja feita no próximo dia 15 de dezembro, dia do aniversário de cem anos de Oscar Niemeyer.

Atualmente, os arquitetos participam de um conselho com mais de 300 modalidades profissionais. "Desta forma, é impossível ser eficiente. Agora, o CAU ficará exclusivamente voltado aos interesses de arquitetos, urbanistas e paisagistas", afirma o presidente da Asbea, Ronaldo Rezende. Com representação federal, terá o poder de fiscalizar a atividade profissional e defender a boa ética e a qualidade dos projetos.

O projeto (PLS 347/03) é de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP). Pela proposta, os conselhos regionais (Creas) e o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) serão desmembrados. Um novo órgão, formado por arquitetos e urbanistas, cuidará de todas as questões que envolvem a profissão, desde formação, registro e fiscalização, até a conduta ética, responsabilidades, atribuições e atuação diante do poder público.

O pleito dos arquitetos no Brasil, que tem mais de 50 anos, é reivindicado pelas cinco entidades de representação nacional: Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), FNA (Federação Nacional dos Arquitetos), Abea (Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo) e Abap (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas).

Assim que assinado pelo poder Executivo, as entidades representativas dos arquitetos e as câmaras de arquitetura do atual sistema terão 520 dias para elaborar o modelo operacional do novo Conselho dos Arquitetos.


Pleito antigo da categoria, vamos ver se vai funcionar (pior que o Crea, impossível!) e se os anseios e desejos dos Arquitetos serão atendidos. Mais, ainda, se o CAU não será mais um "cabide de empregos" para os amigos do rei.
Enfim, e são tantos, teremos 520 dias para sabermos o que virá por aí.

BEM-VINDO SEJA!!!

Saturday, October 27

RETOMANDO

Aproveitando as possibilidades que o tal de Photoscape, um programa que faz algumas coisinhas tipo Photoshop, e tentando sacudir a poeira desse Arquiteto Comum, que, mais uma vez, prometo retomar com assuntos inerentes às coisas da categoria, estou colocando duas imagens, compostas pelo Photoscape, da obra da casa do meu filho, a Casa MB.

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Vistas exteriores

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Vistas interiores

Tipo, juntando o útil ao agradável.
A próxima investida, vai ser mais a sério.

PODEM COBRAR

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Friday, June 22

GOSTEI!

Admiro e respeito o trabalho do Ruy Ohtake. Certamente até prefiro os seusoutros tempos” em que ele fazia uma Arquitetura menos, digamos, efusiva, menos tão colorida e buscando os tais “caminhos novos”. Preferia o Ruy modernista, brutalista.
Apenas, preferências pessoais.

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Não gosto, nem um pouco, do Renaissance. Desajeitado e fora de proporção, onde colocado. Além de "excessivamente parecido" com um prédio do Wright, anos 40.
O Renaissance é o da direita.

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Mesmo o prédio da Faria Lima, onde está o Instituto Tomie Ohtake, embora interessante, mereceria um terreno, pelo menos, umas quatro vezes maior.
Ora”, poderia dizer o colega, “eu também gostaria, mas era o que tínhamos”.

Vira-e-mexe, aqui do meu cantinho modesto, Arquiteto Comum que sou, tenho mandado umasporraditasno RO. Nada contra, pois, reitero, admiro e respeito o seu trabalho.

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Mas. quando a coisa me bate bem, e torno a ressaltar, posição meramente pessoal, gosto de bater palmas. Gosto muito do Unique, por exemplo.

E sei que muita gente desgosta, até já apelidaram de “fatia de melância”. Aquele lance já falado por aqui, da exposição e compromisso de nossos trabalhos. Que ficam, escancarados e oferecidos, a toda a sorte de apreciações e de críticas. Para o bem e para o mal. Talvez até seja o caso de que nós, Arquitetos, prefiramos mais algo que incomode, do que passe desapercebido, ah! as nossas vaidades!. O que acabará, ou não, por nos colocar em cheque.

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Então, vi num dos últimos números da revista ProjetoDesign (ArcoWeb), o novo projeto do Ruy Ohtake para um terminal de ônibus, que eu gostei, e muito. Daí, naquela do “uma no cravo, outra na ferradura”, coloco algumas imagens desse novo trabalho dojapinha”.

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Em compensação, pulando de uma Arte para outra, ele é capaz de “conceberessa coisa esquistona, no mínimo. Seria uma “ode à brochidão?”

UM ARQUITETO MAIOR!

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Monday, June 4

A ARQUITETURA E AS DEMAIS ARTES

Ou, as Artes, e a demais Arquitetura.

Sob a ótica, o manto protetor, da novidade, do experimental, do ousado, ou de outro nome possa ser dado, vejo as Artes submetidas a uma devastação (palavra dura, mas foi a que me ocorreu) medíocre e pertinaz. Claro, existem, e muitas, exceções, que equilibrariam as “mudernidades” que a gente, cada vez mais, consegue ver por aí. Pior, diria eu, “mudernidades” essas que nos oprimem e “castigam”

Das outras Artes, Pintura, Escultura, Música, Poesia, etc, (e se eu deixei de citar algumas, não foi por falta de prestigiá-las, sim para adiantar meu expediente nesse pobre “escrito”), não vou me ocupar, até por falta de maior conhecimento específico.
Fico, e olhe lá, com a minha, a nossa Arquitetura.

Sempre se coloca a Arquitetura como uma das Artes. Perfeito!
Acho a Arquitetura uma Arte. Se bem que já foi mais. Mas, mesmo assim, com todos os revezes que a gente possa constatar, nessa catalogação como Arte, não estou aqui para discutir isso.
Como uma das Artes, o maior problema que a Arquitetura sofre é a sua cruel, indisfarçável, dura, exposição. Feita a obra, lá está ela, a coisa, o resultado, pronto para ser visto e submetido a todas as observações que se possa imaginar. Independente de tamanho, destinação, orçamentos despendidos, localização geográfica, "oscambáu", pronta, prontinha para ser elogiada, esculhambada, apelidada, etc. Coisa essa que não ocorre, na mesma proporção, com as demais manifestações artísticas, geralmente contidas em espaços menos oferecidos, salões, museus, casas de colecionadores.

Por isso mesmo, por essa circunstância específica, o tipo de trabalho que a gente faz permite que possamos tomar direções diversas, seja optando por fazer o que deve ser feito, o Projeto competente e inteligente, sem desmandos criativos, ou exacerbações desnecessárias, seja dando asas à imaginação e partindo para o delírio e a liberação da nossa, nem sempre, contida vaidade. Claro está, que no meio disso, existe um território onde podemos “habitar” e encontrar o equilíbrio necessário. O problema é a gente saber os limites desse território, o ponto onde encontrar a competência e o local onde descobrir a criatividade sonhada.

Escolhas complicadas, espaços de difícil exploração, muitas promessas de chegar ao limiar do Nirvana, encantamentos traiçoeiros. Dureza, a gente saber o momento de ser contido, ou o instante de “soltar a franga” da tal da criatividade. Pessoalmente, sou mais chegado à abordagem competente, talvez por saber que as genialidades não estão oferecidas a todos nós, simples mortais. E, talvez por isso mesmo, entenda, ou procure entender, tantas “derrapagens arquitetônicas” cometidas pelo mundo afora.

Manifestações geniais, mesmo? Busca de uma popularidade imediata, nesse mundinho tão midiático? Indicações de novos caminhos a serem seguidos? Puras exaltações enganadoras?

ARQUITETURA! QUE ARTE!!!

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Sunday, May 27

UMA INTERVENÇÃO

Um trabalho do escritório do Arquiteto Eric Owen Moss – EOM Architects (http://www.ericowenmoss.com)
Uma intervenção em São Petersburgo – Rússia, uma cidade do quarto século, localizada as margens do Rio Neva.
A proposta dos Arquitetos propõe a transição do passado para o futuro, nesse projeto para o novo Teatro de Mariinsky no Centro Cultural de Mariinsky.



Todo o trabalho de EOM Architects, tem um quê do que o grande público, não afeiçoado às andanças da Arquitetura mais ousada,digamos, chamaria de "Futurista".
Pessoalmente acho que eles pegam pesado, mesmo. Nada convencional sai de lá. Tento me acostumar, mas encontro alguma dificuldade. Talvez faça parte daquela divisão,minha, a segunda, dos projetos que eu não consigo pensar.
Mas, como conversamos hoje, eu e meu sobrinho também Arquiteto, e bom, desde que nosso trabalho,a Arquitetura, consiga ser alvo de comentários e apreciações, que tenhamos alguma visibilidade, "tô com eles e não abro".
Mais ou menos naquela linha do "falem mal, mas falem de mim"

PEGANDO PESADO
ps: aconselho, a quem não conhecer o "cara", uma visita no site da EOM

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Tuesday, May 22

DIVIDINDO (ME)

Normalmente, para um profissional com mais de 45 anos de atuação na Arquitetura, como acontece comigo, as coisas não devem proporcionar grandes surpresas. Grandes projetos, inovações, formas diferentes, abusadas ou abusivas, nada disso, normalmente, consegue produzir estragos nas nossas cabeças.
Normalmente, faço questão de enfatizar.

Deixo bem claro que, para isso, para que as novidades, aquelas realizações que ultrapassam a normalidade do dia-a-dia, o feijão-com-arroz, embora bem temperado e melhor servido, possam ser bem apreciadas e até entendidas, temos que nos manter antenados e procurando saber o que rola por esse mundão afora. Têm muita coisa aparecendo, enormes e diferentes projetos, realizações fora do convencional, capazes de aturdir os espíritos mais acomodados. Dentro desse panorama, dessa ótica, desse modo de ver as coisas e os acontecimentos, e para não sofrer sustos, ou decepções, vivo a vasculhar os sites dos coleguinhas mais famosos, catuco o Google atrás de imagens e informações, ando pelas livrarias procurando os bons livros e revistas. Não gosto de ser apanhado em flagrante delito de não saber das coisas da profissão. Tento, bem entendido!

Mas, embora essa pretensão, santa e modesta, vira-e-mexe, fico a olhar alguns projetos com aquela cara de quem não está entendendo nada. Aquela perplexidade do jumento a olhar para a Monalisa. Aí, é a hora da minha arguta cabecinha, tentando apaziguar os meus estarrecimentos, separar as coisas, simplificar o entendimento, ou o não-entendimento, e fazer a divisão.
Explico melhor.

Projetos:
-Esse eu acho que faria, ou poderia fazer:
São aqueles projetos, que por mais bem feitos e bem bolados, conseguem ser assimilados, por um Arquiteto Comum, talvez até com uma certa pretensão, digamos, e que eu vejo, consigo analisar, entendo com maior facilidade e não sofro nenhuma dúvida mental. Encaixo, numa boa!
Claro, quando isso acontece, imagino-me com uma equipe inter-disciplinar competente, uma verba adequada e prazo digno, como vejo acontecer em todos os grande Projetos de Arquitetura que se prezam. Situação essa, quase nunca oferecida a “nosotros”.


-Esse eu não faria nem submetido a torturas ou acionado por algum ácido!
É o caso de alguns projetos mais mirabolantes, mais criativos, onde não consigo me sentir confortável, independente de gostar ou não gostar. Tipo, um problema de, digamos, incapacidade de alcançar a proposta do coleguinha.
Confesso, sem nenhum pudor maior, do tipo “modéstia à parte”, que não são muitos, os projetos que espantam, mas são bem mais do que minha pretensão, numa boa, pretendia. Aí, fico chapado e caio dentro do projeto para procurar entender como o “cara” teve a ousadia de imaginar tal proposta, como é que uma cabeça pode ter aquela disponibilidade.


Nesse universo, até para manter a cabeça arejada e disponível para vôos mais ambiciosos, descarto os projetos ruins. Ruindade essa, e aí entra o meu gosto, puramente pessoal, por mim estabelecida. E, tem de monte!

O COLEGA TEM ALGUMA COISA A ACRESCENTAR?
ps: pretendo abrir uma seção, semanal, onde vou colocar exemplos dessa minha, pessoal, divisão. Com direito a explicações e defesa, rsrsrsrsrsrsrs!

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Saturday, May 5

MAIS UMA DO FRANK GEHRY

Por mais que seja complicado para o espectador comum acostumar-se ao visual dos projetos do FG, dificilmente esse mesmo espectador conseguirá passar frente a uma das suas criaçõesimpunemente, simplesmente, sem expressar alguma incredulidade pelo que está vendo, espanto pelo inusitado, até mesmo horror, ou algo parecido, pelo “jeitãoda coisa. O “cara” tem o dom!
Goste-se, ou não!

Frank_gehry_Ele-Web.jpg


Pretendo, algum desses dias, com a minha eterna vontade nunca cumprida de reativar pra valer o meu Arquiteto Comum, fazer um artigo sobre o Frank Gehry e sua obra. Claro, sem a profundidade dos grandes sites de Arquitetura, mas com uma apreciação descomprometida de quem pode se dar ao luxo de elogiar, ou pixar, a obra docara”.
Por ora, aqui no Obs. algumas imagens da sua obra em La Rioja, Espanha, no Povoado de Elciego, Alava, 110 quilometros de Bilbao. Uma localidade destinada ao cultivo do vinho.

Elciego-2WEB.jpg


Comenta-se que ele custou a se decidir a fazer esse Projeto, e quando resolveu-se declarou queentusiasmado com o trabalho, quis homenagear a região, fazendo o edifício “surgir da terra como uma videira”. Ao apresentar o projeto à comunidade de Elciego, confessou: “Quis desenhar algo excitante, festivo, pois vinho é prazer”.
E assegurou:
“Não se trata de uma versão reduzida do Guggenheim, mas de uma evolução de estilo. Talvez esta seja a minha obra mais representativa neste século”.

CHOCANTE!
ps:trata-se de um pequeno e sofisticado Hotel

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Thursday, May 3

MARQUISES. UM PERIGO?

Outro dia li um artigo da Aline Alves, no site da Pini, sobre o que ela chamou de “Perigo Suspenso”.

Falava sobre um acontecimento, “em fevereiro de 2006, a queda de uma marquise na Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, provocou a morte de duas pessoas e feriu mais de 20”, e sobre a apuração das falhas que causaram o colapso da estrutura.
Continuava seu artigo, criterioso e esclarecedor, apontando todos os cuidados técnicos que devem ser tomados “a especificação correta e adequada do cobrimento de concreto em relação à armação, fundamental para não ocasionar problemas de fissuração, desplacamentos, corrosão das barras de aço e perda da capacidade resistente. Os valores mínimos do cobrimento, que dependem basicamente do elemento estrutural (laje, viga, pilar etc.) e da agressividade do meio ambiente”.

Pessoalmente sou um profundo defensor das marquises, notadamente no Rio de Janeiro, onde o sol e as chuvas, normais e abundantes, mais do que solicitam, exigem esse tipo de proteção.

Lembro-me, de quando fiz o Projeto de modificação do Hotel Marina (aquele de enorme altura e que, segundo meus alunos da Santa Ursula, é o responsável pela maior, e mais danosa, sombra na orla do Leblon e Ipanema), que não havia qualquer proteção no acesso principal do prédio. Ou seja, ou o “caraestava dentro do Hotel, ou estava fora, fazendo sol, ou chovendo, em qualquer circunstância, sem ter uma, digamos, “ante-câmara” que permitisse que ele pudesse esperar uma condução, algum amigo que estivesse chegando, em condições mais confortáveis. Pretendi, imediatamente, propor ao proprietário do Hotel a complementação do acesso com a adoção de uma marquise. E, pra mim, umamarquisona”, significativa, capaz de proteger e denunciar, agenciar, o acesso principal do Hotel. Ele aceitou e eu fui à luta.
Projetei a dita cuja!

Uma marquise com quase quatro metros de balanço(**), envolvendo a entrada principal e estendendo-se até o acesso de serviço. Uma puta marquise! Isso, convém esclarecer, numa edificação que já estava, a essa altura dos acontecimentos, com a estrutura totalmente executada. Ou seja, tivemos que criar condições de, apoiando na estrutura existente, “montaressa enorme peça complementar. Claro, tudo isso, toda essa exorbitância de idéias, uma quase arrogância do Arquiteto, baseada, garantida, pela competência do Calculista, José Maria Guerra Alvariz, que resolveu todos os problemas que eu estava a criar.
(**) a parte que está na rua João Lyra, até serviu para proteger um barzinho que colocaram ali.

Nem entro no mérito se a marquise é bonita, ou feia, não é a isso que me proponho escrevendo esse texto, mas a intenção é mostrar que marquises, “Perigos Suspensos”, assuntos que causam até a diarréia mental do alcaide, que decretou o fim delas, é um problema, se for, apenas de cuidados no projetar e manutenção ao longo do tempo.
E, cá pra nós, num prédio que já tem mais de trinta anos, com uma manutenção super descuidada (quando ainda morava no Leblon, e já lá se vão mais de dez anos, várias vezes procurei a gerencia do Hotel pra falar da marquise, de sua manutenção e limpeza),não existem, qualquer evidência de degradação ou sintomas de fadiga.

A marquise, as marquises, da qual eu tanto queria falar, faz tempo, foi apenas uma das peripécias” por que passei, na transformação, solicitada pelo proprietário de então, Luiz César Magalhães, na modificação do hotel de quatro para cinco estrelas.
Considero o que fiz no Marina, um exercício de criatividade, de quase arrogância, como poucas vezes tive que fazer. Pra mim, o maior laboratório” que tive que exercitar. Fiz de tudo!

ADORO UMA MARQUISE!
ps 1: projeto executado entre ´74 e ´76

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Saturday, March 10

TECHNORATI

Saturday, February 24

ZAHA HADID

"Zaha Hadid, 56 anni, naturalizzata inglese, prima donna a vincere il premio Prizker nel 2004, considerato il Nobel per l’architettura, è una figura di straordinaria rilevanza nella ricerca architettonica contemporanea, e che ha saputo trasferirne i contenuti in numerosi progetti di indiscutibile fama."

Com o projeto abaixo, Zaha Hadid venceu o Concurso para o Projeto do "Museo Meditarreaneo di Arte Nuragica e Contemporanea di Cagliari"











PLASTICIDADE E BELEZA!

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Sunday, February 18

DO LADO DA FEIURA

Já publiquei esse texto em outro blogue, o Bau do Observador. Reli-o outro dia e achei que caberia, muito bem, aqui no Arquiteto Comum. Tudo a ver!

DO LADO DA FEIURA
Um dos bons projetos que eu fiz, foi de uma casinha de vila, num lotezinho de 5.00X24.00m. No Maracanã, Rio de Janeiro, idos de 1975.
Já fiz projetos grandes, 12 hoteis, Escola Americana do Rio de Janeiro, casas de mil metros quadrados, mas essa casinha de vila sempre foi uma das minhas favoritas. Se não a própria!
Um verdadeiro desafio para quem, como os proprietários, desejava uma casa de sala e três quartos. E tem mais, como pediu a Vera, a cliente, com entrada de serviço separada da social. E não me venham perguntar da garagem, pois o carro deles ficava parado na ruazinha particular da vila, ora pois! Como de todos os outros moradores.
Claro, em dois pavimentos.

Mas, nessa belezinha de casa, um acontecimento encheu as minhas medidas.
Precisava executar uma parede que parecesse de pedra, não simplesmente revestida de pedra. Mandei vir uma partida de pedras de 50x50cm, dessas que se usam para fazer pisos externos, junto a gramados, que possuem uma face aparelhada (preparada para ficar a vista) e outra rústica e, digamos, mal acabada.
Contratei um calceiteiro (pra quem não sabe, é o cara que trabalha com pedras), já um senhor, que veio com um ajudante, um garoto. Acho que era o seu neto. Nem me lembro mais do nome do senhor.
Mostrei-lhe as pedras e disse-lhe:
O senhor vai partir as pedras, sem nenhuma intenção de ficarem iguais, até pelo contrário, e revestir essa parede (que já havia sido levantada pelo pedreiro) pra ela ficar com cara de parede de pedra, dessas tipo uma sobre a outra.”
“Sim senhor”, respondeu-me ele.
Tem mais”, continuei eu, “nada de escolher. Apenas pegue as pedras, sem olhar e assente na parede”.
“Estou entendendo”, falou o velhinho, com a cara total de quem sabia daquilo muito mais do que eu poderia imaginar.
“Mas tem mais uma coisa”,arrematei eu, “o senhor vai colocar essa pedras com o lado sem acabamento para ficar à vista, bem rústica”. Será que ele teria entendido? perguntei-me internamente.
Ele olhou-me, com um meio sorriso, altamente indulgente, e disse-me:
“Já sei, o senhor quer que eu coloque as pedras do lado da feiura”.
Falou isso sem nenhuma intenção de menosprezo. Ou porque estivesse achando que ficaria ruim. Apenas simplificava tudo aquilo que eu tentava passar a ele.

Nunca esqueci esse velhinho, de quem nem me lembro mais o nome.
A parede, ficou notável. Parecia uma parede de pedra, dessas que a gente vê em arrimos ou bases de sustentação de edificações. Uma maravilha!
E a sua definição, “do lado da feiúra”, uma lição de que nem sempre se precisa utilizar requintadas descrições para dizer as coisas certas.

ESTÓRIAS OBREIRAS, SIM SENHOR!

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Thursday, February 15

NSBRAZIL - PISOS ESPECIAIS

Meu filho, deu um tempo.
Tempo pra se retemperar das dificuldades que tem encontrado com um fornecedor de produto (material e mão de obra), para acabamento superficial do piso de sua casa, a CasaMB, de que eu tanto falo aqui no Obs.
O Carnaval se aproxima, e ele, e a minha nora Mariah, pretendem ter um pouco de paz e tranqüilidade para pensar no assunto e, sobretudo, descansar das promessas vãs e tentativas mal feitas, da empresa, em conseguir dar ao cliente o resultado oferecido e prometido pela NS.
Tenho evitado intervir nas tentativas / tratativas, entre o Bruno e a NS, no sentido de que o que foi contratado, e pago, seja executado. Estou aguardando.
Mas não pude deixar de enviar um e-mail (abaixo), tentando obter, oficialmente, uma explicação da empresa.
Mandei no domingo, 11 de fevereiro.
Prefiro acreditar nas boas intenções da NS, e que tudo se resolverá a contento.

Meu e-mail.

Cara NS,
especifiquei para a casa do meu filho Bruno Cals,na Granja Viana, Rua das Laranjeiras 150, Chácara dos Lagos, o piso cimentício.
O serviço foi (mal) feito, já tentaram, por mais de uma vez, corrigir o péssimo resultado e nada conseguiram.
No momento, por força do Carnaval que se aproxima, passaram a nova tentativa de correção para após o Carnaval.
Até quando essas tentativas de correção, que mostram o despreparo da empresa para conseguir fazer o serviço, contratado e pago pelo Cliente, se estenderá?
Material inadequado? Mão de obra deficiente? Falta de respeito com o Cliente? Desprezo pela especificação do profissional, que o recomendou, no caso o Arquiteto que ora escreve?
Ou tudo junto, sinal dos pobres tempos brasileiros?
Aguardo alguma comunicação da NS Brazil.
Atenciosamente
Fernando Cals – Arquiteto


Esperamos que a nossa expectativa de termos aquele piso, que aparece na propaganda e no “show-room”, se materialize na CasaMB.

PROPAGANDA ENGANOSA? PREFIRO NÃO ACREDITAR NESSA HIPÓTESE.
ps: a NS Brazil, assim mesmo, com Z, é uma empresa da capital paulista, especializada em pisos especiais.

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Wednesday, February 14

NÃO SABENDO, OU NÃO QUERENDO...

Enquanto a Montana (post abaixo), digna e profissionalmente procura o cliente e o Arquiteto, para saber das coisas e ajudar, tem gente que age diferente.
Duas semanas atrás, mandei um longo e-mail para a Florense, dita fornecedora de cozinhas planejadas, que até agora não se dignou responder-me.
Talvez, pelo longo e detalhado relato (ninguém gosta mais de ler, principalmente, se for para explicar erros e desatenções cometidas).

GOL CONTRA (O CLIENTE), FLORENSE. COISA FEIA!

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SABENDO LIDAR COM O CLIENTE

Creio que a idade, a chamada velhice, desde que não acompanhada da acomodação, ou da intolerância, pode nos trazer o que eu chamo de "sapiência" (vai entre aspas, pra não ficar pernóstico).Então, munido dessa minha "sabedoria", quando tenho que reclamar, reclamo, mesmo.

Em relação às coisas do meu trabalho profissional, sobretudo, reclamo com clareza, a dureza necessária (caso seja), mas sempre com educação.Reclamei e fui (bem) atendido, pela Pial Legrand, que substituiu as peças (interruptores) que estavam mal funcionando. Rápida e eficientemente. Como deve ser. Parabéns, reafirmo, Pial!

Semana que passou, enviei e-mail para a Montana (fabricante do acabamento superficial que aplicamos nas fachadas da CasaMB, o Osmocolor), relatando do aparecimento de manchas na madeira, solicitando explicações e procurando aconselhamentos. Precisava corrigir o que estava enfeiando as fachadas da casa.
Hoje, 12 de fevereiro, recebi um telefonema da Montana, Kelly o nome da pessoa que me ligou, que pediu-me que relatasse o que ocorreu, fez observações e prometeu uma visita à CasaMB, para verificar no local o estado das madeiras e definir o acabamento, possivelmente o próprio Osmocolor. Uma "expertise", do fabricante, para nos tirar as dúvidas. Mandei fotos, do antes (das manchas) e do depois (das manchas), para ajudar a compreensão do nosso "sofrimento".
Bacana, profissional, a resposta, pronta e atenciosa, da Montana.

VALEU, MONTANA! ASSIM, SE TRABALHA.

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Saturday, January 27

ESTÓRIA OBREIRAS (2). O LADO BOM.

Tem, também, o lado bom das coisas. Das coisas das obras.
E, já que a gente coloca os percalços, os “tombos” que a gente leva, as desagradáveis surpresas, devemos falar também das agradáveis. Mesmo quando elas, as boas surpresas, tiverem sido precedidas de preocupações, de dúvidas primeiras.

Tenho especificado, em diversas obras, o material de acabamento elétrico, tomadas, interruptores, etc, da linha Pial Plus, da Legrand. Simples, bonita e por preço conveniente, pra mim ocupa lugar de destaque nas minhas terminações. Obras grandes e pequenas. Mais luxuosas, ou mais simples. Tipo do material que consegue, pelo menos pra mim e meus clientes, agradar a “gregos e baianos”.

Mas, sei lá bem o porquê, na obra da Casa MB tive uma série de problemas, notadamente com os chamados módulos de acabamento. Principalmente com os interruptores, peças mais acionadas, a todo o momento, entra e sai, liga-desliga.
Na instalação da Casa MB, a quantidade de módulos que “suicidavam”, que despregavam da sua posição de trabalho, por mais cuidado que tivéssemos, foi, digamos, significativa. Lembro de um dia, em que eu via televisão, no Home Theater, sozinho, quando de súbito, ouvi um estalido e o interruptor searrojou”, sala a dentro, tecla prum lado, molinha pro outro (sumiu), uma espécie de balancim no chão, apagando a luz e, já que era um interruptor paralelo, evitando até que eu pudesse acionar a iluminação pela outra tecla.
Isso, ou parecido, já havia acontecido em diversas ocasiões, em outros compartimentos, pouco diferente, mas sempre causando dano ao sistema e impedindo a utilização da iluminação.
Trocamos, um monte de vezes, os tais módulos, que mesmo não sendo tão caros, sempre traziam um gasto inesperado. E aparentemente desnecessário, ora bolas!

Desses acontecimentos, notificamos, eu e o Bruno, cada um a seu modo, a Legrand. Rapidamente, tivemos o contato de alguém da empresa, com o Bruno, que procurou saber do que acontecera, prontamente se dispôs a solucionar o problema e deverá fazer a troca de todas, TODAS, as peças que lá estão montadas. Atitude integralmente profissional, do tipo que qualquer cliente e Arquiteto esperam dos fornecedores. Apesar de que, isso nem sempre acontece.
Meus, nossos, agradecimentos a Legrand, pela atenção e pela rapidez da resposta.
Havia manifestado à empresa, minha desconfiança em continuar a especificar a linha Pial Plus, perguntando, inclusive, se haviam modificado alguma coisa no material. Mas a rápida resposta e providência, devolveu-me a confiança.

LEGRAND – PIAL PLUS, PARABÉNS!

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