DA BAUHAUS AO NOSSO CAOS
Livrinho pequeno, escrito pelo Tom Wolfe, um jornalista americano dono de um repertório de ácidas e cruéis palavras, mete o pau nos arquitetos em geral e especificamente nos formados pelo viés da Bauhaus, Corbusier, Mies Van der Rohe, etc. Justamente as maiores influências por que passou a minha geração, nós os arquitetos da chamada escola de Arquitetura Moderna.
Apesar da pauleira, da inequívoca posição americana-contra-tudo-que-vem-de-fora, de uma incômoda aversão aos padrões da tal Arquitetura Moderna e suas “caixas de vidro”, e até algumas inverdades e enfatizações para fortalecer/forjar seus pontos de vista, valeu a pena ler. Tem muita coisa interessante e muita verdade que a gente, nós os Arquitetos, precisamos ouvir / ler.
Trechinho, pra dar uma pala do que o cara diz:
“Toda casa de verão de 900 mil dólares construída nas matas de Michigam ou nas praias de Long Island tem tantos gradis tubulares, rampas, escadas circulares em metal fresado, painéis industriais de vidro plano, baterias de lâmpadas de tungstênio-halógeno e cilindros brancos, que mais parece uma refinaria de inseticida”
Nessa toada, o Tom Wolfe analisa o produto arquitetônico da geração americana que foi engolfada pela cruel influência (palavras dele) dos arquitetos europeus que migraram pros States pouco antes da 2a Guerra Mundial. Chamando de “redutos”, os bolsões do pensar a Arquitetura e impor seus desígnios, desce a tamanca na classe.
De uma grande parte dos meus ídolos (Corbu, Paul Rudolph, Gropius, Louis Khan, Frank Lloyd Wright e outros), só livra a cara do Wright e , um pouco, do Gropius.
Filtrem o exagero, relevem a xenofobia do cara, mas vale a pena ler.
Em tempo: não é nenhuma novidade literária, publicado que foi no começo dos anos 80. Bem escrito e bem traduzido, pode ser lido como um cruel divertimento pelos integrantes dos “redutos”.
Li, direto, na viagem de ida pra São Paulo.
GOSTEI!
Apesar da pauleira, da inequívoca posição americana-contra-tudo-que-vem-de-fora, de uma incômoda aversão aos padrões da tal Arquitetura Moderna e suas “caixas de vidro”, e até algumas inverdades e enfatizações para fortalecer/forjar seus pontos de vista, valeu a pena ler. Tem muita coisa interessante e muita verdade que a gente, nós os Arquitetos, precisamos ouvir / ler.
Trechinho, pra dar uma pala do que o cara diz:
“Toda casa de verão de 900 mil dólares construída nas matas de Michigam ou nas praias de Long Island tem tantos gradis tubulares, rampas, escadas circulares em metal fresado, painéis industriais de vidro plano, baterias de lâmpadas de tungstênio-halógeno e cilindros brancos, que mais parece uma refinaria de inseticida”
Nessa toada, o Tom Wolfe analisa o produto arquitetônico da geração americana que foi engolfada pela cruel influência (palavras dele) dos arquitetos europeus que migraram pros States pouco antes da 2a Guerra Mundial. Chamando de “redutos”, os bolsões do pensar a Arquitetura e impor seus desígnios, desce a tamanca na classe.
De uma grande parte dos meus ídolos (Corbu, Paul Rudolph, Gropius, Louis Khan, Frank Lloyd Wright e outros), só livra a cara do Wright e , um pouco, do Gropius.
Filtrem o exagero, relevem a xenofobia do cara, mas vale a pena ler.
Em tempo: não é nenhuma novidade literária, publicado que foi no começo dos anos 80. Bem escrito e bem traduzido, pode ser lido como um cruel divertimento pelos integrantes dos “redutos”.
Li, direto, na viagem de ida pra São Paulo.
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