DIVIDINDO (ME)
Normalmente, para um profissional com mais de 45 anos de atuação na Arquitetura, como acontece comigo, as coisas não devem proporcionar grandes surpresas. Grandes projetos, inovações, formas diferentes, abusadas ou abusivas, nada disso, normalmente, consegue produzir estragos nas nossas cabeças.
Normalmente, faço questão de enfatizar.
Deixo bem claro que, para isso, para que as novidades, aquelas realizações que ultrapassam a normalidade do dia-a-dia, o feijão-com-arroz, embora bem temperado e melhor servido, possam ser bem apreciadas e até entendidas, temos que nos manter antenados e procurando saber o que rola por esse mundão afora. Têm muita coisa aparecendo, enormes e diferentes projetos, realizações fora do convencional, capazes de aturdir os espíritos mais acomodados. Dentro desse panorama, dessa ótica, desse modo de ver as coisas e os acontecimentos, e para não sofrer sustos, ou decepções, vivo a vasculhar os sites dos coleguinhas mais famosos, catuco o Google atrás de imagens e informações, ando pelas livrarias procurando os bons livros e revistas. Não gosto de ser apanhado em flagrante delito de não saber das coisas da profissão. Tento, bem entendido!
Mas, embora essa pretensão, santa e modesta, vira-e-mexe, fico a olhar alguns projetos com aquela cara de quem não está entendendo nada. Aquela perplexidade do jumento a olhar para a Monalisa. Aí, é a hora da minha arguta cabecinha, tentando apaziguar os meus estarrecimentos, separar as coisas, simplificar o entendimento, ou o não-entendimento, e fazer a divisão.
Explico melhor.
Projetos:
-Esse eu acho que faria, ou poderia fazer:
São aqueles projetos, que por mais bem feitos e bem bolados, conseguem ser assimilados, por um Arquiteto Comum, talvez até com uma certa pretensão, digamos, e que eu vejo, consigo analisar, entendo com maior facilidade e não sofro nenhuma dúvida mental. Encaixo, numa boa!
Claro, quando isso acontece, imagino-me com uma equipe inter-disciplinar competente, uma verba adequada e prazo digno, como vejo acontecer em todos os grande Projetos de Arquitetura que se prezam. Situação essa, quase nunca oferecida a “nosotros”.
-Esse eu não faria nem submetido a torturas ou acionado por algum ácido!
É o caso de alguns projetos mais mirabolantes, mais criativos, onde não consigo me sentir confortável, independente de gostar ou não gostar. Tipo, um problema de, digamos, incapacidade de alcançar a proposta do coleguinha.
Confesso, sem nenhum pudor maior, do tipo “modéstia à parte”, que não são muitos, os projetos que espantam, mas são bem mais do que minha pretensão, numa boa, pretendia. Aí, fico chapado e caio dentro do projeto para procurar entender como o “cara” teve a ousadia de imaginar tal proposta, como é que uma cabeça pode ter aquela disponibilidade.
Nesse universo, até para manter a cabeça arejada e disponível para vôos mais ambiciosos, descarto os projetos ruins. Ruindade essa, e aí entra o meu gosto, puramente pessoal, por mim estabelecida. E, tem de monte!
O COLEGA TEM ALGUMA COISA A ACRESCENTAR?
ps: pretendo abrir uma seção, semanal, onde vou colocar exemplos dessa minha, pessoal, divisão. Com direito a explicações e defesa, rsrsrsrsrsrsrs!
Normalmente, faço questão de enfatizar.
Deixo bem claro que, para isso, para que as novidades, aquelas realizações que ultrapassam a normalidade do dia-a-dia, o feijão-com-arroz, embora bem temperado e melhor servido, possam ser bem apreciadas e até entendidas, temos que nos manter antenados e procurando saber o que rola por esse mundão afora. Têm muita coisa aparecendo, enormes e diferentes projetos, realizações fora do convencional, capazes de aturdir os espíritos mais acomodados. Dentro desse panorama, dessa ótica, desse modo de ver as coisas e os acontecimentos, e para não sofrer sustos, ou decepções, vivo a vasculhar os sites dos coleguinhas mais famosos, catuco o Google atrás de imagens e informações, ando pelas livrarias procurando os bons livros e revistas. Não gosto de ser apanhado em flagrante delito de não saber das coisas da profissão. Tento, bem entendido!
Mas, embora essa pretensão, santa e modesta, vira-e-mexe, fico a olhar alguns projetos com aquela cara de quem não está entendendo nada. Aquela perplexidade do jumento a olhar para a Monalisa. Aí, é a hora da minha arguta cabecinha, tentando apaziguar os meus estarrecimentos, separar as coisas, simplificar o entendimento, ou o não-entendimento, e fazer a divisão.
Explico melhor.
Projetos:
-Esse eu acho que faria, ou poderia fazer:
São aqueles projetos, que por mais bem feitos e bem bolados, conseguem ser assimilados, por um Arquiteto Comum, talvez até com uma certa pretensão, digamos, e que eu vejo, consigo analisar, entendo com maior facilidade e não sofro nenhuma dúvida mental. Encaixo, numa boa!
Claro, quando isso acontece, imagino-me com uma equipe inter-disciplinar competente, uma verba adequada e prazo digno, como vejo acontecer em todos os grande Projetos de Arquitetura que se prezam. Situação essa, quase nunca oferecida a “nosotros”.
-Esse eu não faria nem submetido a torturas ou acionado por algum ácido!
É o caso de alguns projetos mais mirabolantes, mais criativos, onde não consigo me sentir confortável, independente de gostar ou não gostar. Tipo, um problema de, digamos, incapacidade de alcançar a proposta do coleguinha.
Confesso, sem nenhum pudor maior, do tipo “modéstia à parte”, que não são muitos, os projetos que espantam, mas são bem mais do que minha pretensão, numa boa, pretendia. Aí, fico chapado e caio dentro do projeto para procurar entender como o “cara” teve a ousadia de imaginar tal proposta, como é que uma cabeça pode ter aquela disponibilidade.
Nesse universo, até para manter a cabeça arejada e disponível para vôos mais ambiciosos, descarto os projetos ruins. Ruindade essa, e aí entra o meu gosto, puramente pessoal, por mim estabelecida. E, tem de monte!
O COLEGA TEM ALGUMA COISA A ACRESCENTAR?
ps: pretendo abrir uma seção, semanal, onde vou colocar exemplos dessa minha, pessoal, divisão. Com direito a explicações e defesa, rsrsrsrsrsrsrs!
Labels: me colocando

<< Home