ESTÓRIAS OBREIRAS (1)
Certamente, em qualquer obra, projeto, seja lá qual for a atividade que estejamos desenvolvendo, como Arquiteto, executor da obra, Coordenador (bom tema para discussão futura), todos sempre teremos uma enorme quantidade de fatos a revelar. Estórias a contar.
Elogios a fazer e reclamações a colocar.
Pois! Vamos a uma delas.
No início do ano de 2006, obra da Casa MB em pleno andamento de sua estrutura, planos para terminar a obra ainda a tempo de vermos a Copa do Mundo na casa (frustramos a data e frustraram-nos a Copa, depois), numa de nossas discussões (eu, Bruno e Mariah) sobre acabamentos, materiais, em visita ao shopping D&D, acabamos entrando em várias casas, lojas, que vendem cozinhas planejadas. Vimos várias, gostamos de diversas, espantamo-nos com os preços, até que nos deparamos com uma que encheu os olhos do casal, meu filho e minha nora. Gostei, também!
Tinha, além do mais, um preço razoavelmente acessível, estava numa promoção, pois a Florense (essa a loja), estava remontando o seu show-room e estava se desfazendo do que estava por lá montado. Avaliamos o que existia, dimensões e adaptações, o pessoal da loja foi muito solícito, fizeram / fizemos as contas e acabou-se por fechar o negócio.
O equipamento, a Cozinha, ficaria guardada nos depósitos da Florense (essa a loja, a vendedora), até quando precisássemos dela na obra.
A seguir, enquanto a obra rolava, fazíamos, eu de cá e eles, os técnicos da Florense, desenhos e indicações, sobretudo das instalações (água, esgoto e eletricidade), para que a adaptação fosse coroada de êxito (ops!). Medidas imbatíveis foram exigidas, já que as peças seriam adaptadas ao local e a bancada, de Corian, teria que ser cortada para caber no local.
Exigências quase milimétricas!
Para constatar, e aprovar, o que fora marcado em plantas, recebemos a visita da técnica (Eliane), que verificou tudo e aprovou o que estava executado. Na ocasião, eu estava presente e disse, textualmente, que tudo que precisasse ser feito, ou modificado, caso fosse, seria uma questão dela solicitar. “Não precisa mudar nada. Está tudo correto”, afirmou a Eliane.
A obra continuou, o prazo previsto foi prorrogado, falamos com a Florense, eles foram super simpáticos e entenderam a mudança de data, “podem ficar tranquilos, aguardamos o dia certo...”, tudo muito bom tudo muito bem. Ainda eram os vendedores tratando bem, do comprador. Que já havia pagado tudo, conforme combinado sem qualquer problema.
Chega o momento da montagem da Cozinha:
armários baixos, sob a bancada, aquela de Corian que precisaria ser adaptada, cortada, para caber no local (bastante conhecido da Florense e dos seus técnicos e vendedores), armário alto (acima da bancada), e um armário em toda altura, onde ficaria montado o forno de embutir. Aportou na obra o conjunto de peças e equipamentos, foi colocado em um local adequado (dentro daquela loucura que se pode chamar de local adequado, quando se está acabando uma obra) e se marcou para a próxima 2ª feira, dia 11 de dezembro, a entrega e início da montagem. Em tempo, a tal bancada de Corian (material lindo e bastante adequado, gostei muito!), receberia, embutidos, a cuba (uma cuba “gringa”, com esgoto especial) e o fogão de sobrepor. Tudo isso perfeitamente conhecido da Florense, que foi quem vendeu o conjunto todo. Destaque-se!
2ª feira, dia 11, chegam os montadores: Emerson e Gilson. Na verdade, que montou, mesmo, foi o Gilson. A primeira providência do Gilson, quando viu as instalações, notadamente o esgoto da cuba, foi dizer que não dava. Que estava errado, fora de altura.
Disse-lhe que a cuba era especial, que a instalação havia sido aprovada pela Eliane, a técnica que fizera a revisão, etc. Ele continuou montando os móveis, que ficariam abaixo da bancada (a de Corian, aquela!!!), sempre resmungando, mas trabalhando legal. Terminou a colocação do mobiliário e fiz-lhe a pergunta:
“E a bancada, que precisa ser cortada e tem que ser trazida até o local? Quem vai fazer isso?”
“Eu só monto o mobiliário”, respondeu o Gilson. Nem se deu ao trabalho de limpar o que fizera, deixando tudo sujo, marcas de dedos, laminados manchados...Nem parecia ser com ele. Melhor, pelo jeitão, não era!
Tratei de ligar para a Ana, encarregada dos agendamentos das montagens, que, e isso passou a ser a tônica do comportamento da Florense, em todos os seus setores, “tirou o dela da reta”, e disse-me que “o tampo não faz parte da compra do equipamento ( e da montagem), e foi uma cortesia da Florense” Só faltou dizer que foi “de grátis”.
Eu que me virasse, não disse, mas cheguei à conclusão!
Não satisfeito, liguei para a própria Florense, sendo atendido pela Márcia, “representante da empresa”, como ela disse, que me deu toda a razão, “temos que resolver esses problemas, afinal o cliente tem que ser bem atendido”, o que me deixou contente. Quem sabe, pensei, agora alguma coisa começa a fluir e o tampo vai ser cortado e colocado no local?
Puro engano, pois à tarde, quando meu filho telefonou para mesma Márcia, ouviu dela que o tampo era um problema nosso e a reafirmação daquela estória, triste e idiota, de que “havíamos ganhado o tampo”. O que qualquer um pode entender, é que o cliente, no caso o Bruno, jamais levaria um tampo de “presente”, se não comprasse a Cozinha toda.
Nesse capítulo todo da Cozinha e do tampo, principalmente, um atendimento, uma atenção, especial, do Fábio, da Alpi (fornecedora de Corian) que me telefonou e tratou de dar todas as indicações de como proceder, para tentar resolver, “in loco”, com nossos recursos esse “imbróglio”). Foi super atencioso e legal, já que não dispunha de pessoal no momento.
Resumindo o assunto “tampo de Corian”: cortamos nós mesmos, adaptamos tudo e montamos no local. Mas, não parou por aí!
Vieram, então, os carinhas que montariam a cuba, o esgoto da cuba. Imediatamente exigiram que o esgoto fosse rebaixado em 10 cm, única maneira de caber o sifão, um sifão plástico flexível, tipo loja 1,99, mas o único que se adaptava às exigências locais
(aqui mais um erro da Florense, que não se deu ao cuidado de examinar o que vendia, que era apenas uma peça de exibição, na loja, projetando para execução na obra uma instalação inadequada, o que fizemos e foi aprovado pela Eliane. Ressalte-se que a técnica Eliane, não participou da venda, tampouco do projeto de instalação. Apenas conferiu o projetado e executado).
Tivemos que cortar a fórmica da parede, rebentar o que estava feito no esgoto e rebaixa-lo, uma gaveta do mobiliário teve que ser inutilizada, rasgos inesperados foram feitos no arremate inferior do móvel, tudo isso para acertar o que deveria ter sido melhor projetado. Sem contar que ficaram aparecendo ( e eu pretendo minimizar) um pedaço do horroroso sifão e um pedação do flexível da ligação de água.
Incompetência total e descaso com o cliente.
Mas, a Cozinha ficou linda, os pequenos (!?) inconvenientes foram (mais por nós do que pela Florense) resolvidos e acabamos entendo coisas muito interessantes:
1-nunca se deixe levar pela conversa de vendedor. Vendem bem, mas o pós venda, é lamentável. Nada de novo, mas convém reafirmar: Todo o o cuidado é muito pouco!;
2-o Corian, não é esse bicho que se teme tanto. Dócil, fácil de trabalhar, só precisa de que se leve em conta que é delicado e, sobretudo, muito caro. Cuidado, pois, com ele;
3-pra não dizer que não falei de flores, embora deficiente com o atendimento técnico, a Florense, através seus vendedores, o Arquiteto Klecius, e seus técnicos e, até mesmo, a representante Márcia, sempre foi educada. Pena que não bastasse isso para eu considerar um bom serviço, no total da encomenda.
Mas isso, reitero, não parece ser uma preocupação de quem fornece para as obras. São os tempos!
4-nota para a Florense? 5(cinco) e olhe lá!
FLORENSE – UMA COZINHA PLANEJADA.
Elogios a fazer e reclamações a colocar.
Pois! Vamos a uma delas.
No início do ano de 2006, obra da Casa MB em pleno andamento de sua estrutura, planos para terminar a obra ainda a tempo de vermos a Copa do Mundo na casa (frustramos a data e frustraram-nos a Copa, depois), numa de nossas discussões (eu, Bruno e Mariah) sobre acabamentos, materiais, em visita ao shopping D&D, acabamos entrando em várias casas, lojas, que vendem cozinhas planejadas. Vimos várias, gostamos de diversas, espantamo-nos com os preços, até que nos deparamos com uma que encheu os olhos do casal, meu filho e minha nora. Gostei, também!
Tinha, além do mais, um preço razoavelmente acessível, estava numa promoção, pois a Florense (essa a loja), estava remontando o seu show-room e estava se desfazendo do que estava por lá montado. Avaliamos o que existia, dimensões e adaptações, o pessoal da loja foi muito solícito, fizeram / fizemos as contas e acabou-se por fechar o negócio.
O equipamento, a Cozinha, ficaria guardada nos depósitos da Florense (essa a loja, a vendedora), até quando precisássemos dela na obra.
A seguir, enquanto a obra rolava, fazíamos, eu de cá e eles, os técnicos da Florense, desenhos e indicações, sobretudo das instalações (água, esgoto e eletricidade), para que a adaptação fosse coroada de êxito (ops!). Medidas imbatíveis foram exigidas, já que as peças seriam adaptadas ao local e a bancada, de Corian, teria que ser cortada para caber no local.
Exigências quase milimétricas!
Para constatar, e aprovar, o que fora marcado em plantas, recebemos a visita da técnica (Eliane), que verificou tudo e aprovou o que estava executado. Na ocasião, eu estava presente e disse, textualmente, que tudo que precisasse ser feito, ou modificado, caso fosse, seria uma questão dela solicitar. “Não precisa mudar nada. Está tudo correto”, afirmou a Eliane.
A obra continuou, o prazo previsto foi prorrogado, falamos com a Florense, eles foram super simpáticos e entenderam a mudança de data, “podem ficar tranquilos, aguardamos o dia certo...”, tudo muito bom tudo muito bem. Ainda eram os vendedores tratando bem, do comprador. Que já havia pagado tudo, conforme combinado sem qualquer problema.
Chega o momento da montagem da Cozinha:
armários baixos, sob a bancada, aquela de Corian que precisaria ser adaptada, cortada, para caber no local (bastante conhecido da Florense e dos seus técnicos e vendedores), armário alto (acima da bancada), e um armário em toda altura, onde ficaria montado o forno de embutir. Aportou na obra o conjunto de peças e equipamentos, foi colocado em um local adequado (dentro daquela loucura que se pode chamar de local adequado, quando se está acabando uma obra) e se marcou para a próxima 2ª feira, dia 11 de dezembro, a entrega e início da montagem. Em tempo, a tal bancada de Corian (material lindo e bastante adequado, gostei muito!), receberia, embutidos, a cuba (uma cuba “gringa”, com esgoto especial) e o fogão de sobrepor. Tudo isso perfeitamente conhecido da Florense, que foi quem vendeu o conjunto todo. Destaque-se!
2ª feira, dia 11, chegam os montadores: Emerson e Gilson. Na verdade, que montou, mesmo, foi o Gilson. A primeira providência do Gilson, quando viu as instalações, notadamente o esgoto da cuba, foi dizer que não dava. Que estava errado, fora de altura.
Disse-lhe que a cuba era especial, que a instalação havia sido aprovada pela Eliane, a técnica que fizera a revisão, etc. Ele continuou montando os móveis, que ficariam abaixo da bancada (a de Corian, aquela!!!), sempre resmungando, mas trabalhando legal. Terminou a colocação do mobiliário e fiz-lhe a pergunta:
“E a bancada, que precisa ser cortada e tem que ser trazida até o local? Quem vai fazer isso?”
“Eu só monto o mobiliário”, respondeu o Gilson. Nem se deu ao trabalho de limpar o que fizera, deixando tudo sujo, marcas de dedos, laminados manchados...Nem parecia ser com ele. Melhor, pelo jeitão, não era!
Tratei de ligar para a Ana, encarregada dos agendamentos das montagens, que, e isso passou a ser a tônica do comportamento da Florense, em todos os seus setores, “tirou o dela da reta”, e disse-me que “o tampo não faz parte da compra do equipamento ( e da montagem), e foi uma cortesia da Florense” Só faltou dizer que foi “de grátis”.
Eu que me virasse, não disse, mas cheguei à conclusão!
Não satisfeito, liguei para a própria Florense, sendo atendido pela Márcia, “representante da empresa”, como ela disse, que me deu toda a razão, “temos que resolver esses problemas, afinal o cliente tem que ser bem atendido”, o que me deixou contente. Quem sabe, pensei, agora alguma coisa começa a fluir e o tampo vai ser cortado e colocado no local?
Puro engano, pois à tarde, quando meu filho telefonou para mesma Márcia, ouviu dela que o tampo era um problema nosso e a reafirmação daquela estória, triste e idiota, de que “havíamos ganhado o tampo”. O que qualquer um pode entender, é que o cliente, no caso o Bruno, jamais levaria um tampo de “presente”, se não comprasse a Cozinha toda.
Nesse capítulo todo da Cozinha e do tampo, principalmente, um atendimento, uma atenção, especial, do Fábio, da Alpi (fornecedora de Corian) que me telefonou e tratou de dar todas as indicações de como proceder, para tentar resolver, “in loco”, com nossos recursos esse “imbróglio”). Foi super atencioso e legal, já que não dispunha de pessoal no momento.
Resumindo o assunto “tampo de Corian”: cortamos nós mesmos, adaptamos tudo e montamos no local. Mas, não parou por aí!
Vieram, então, os carinhas que montariam a cuba, o esgoto da cuba. Imediatamente exigiram que o esgoto fosse rebaixado em 10 cm, única maneira de caber o sifão, um sifão plástico flexível, tipo loja 1,99, mas o único que se adaptava às exigências locais
(aqui mais um erro da Florense, que não se deu ao cuidado de examinar o que vendia, que era apenas uma peça de exibição, na loja, projetando para execução na obra uma instalação inadequada, o que fizemos e foi aprovado pela Eliane. Ressalte-se que a técnica Eliane, não participou da venda, tampouco do projeto de instalação. Apenas conferiu o projetado e executado).
Tivemos que cortar a fórmica da parede, rebentar o que estava feito no esgoto e rebaixa-lo, uma gaveta do mobiliário teve que ser inutilizada, rasgos inesperados foram feitos no arremate inferior do móvel, tudo isso para acertar o que deveria ter sido melhor projetado. Sem contar que ficaram aparecendo ( e eu pretendo minimizar) um pedaço do horroroso sifão e um pedação do flexível da ligação de água.
Incompetência total e descaso com o cliente.
Mas, a Cozinha ficou linda, os pequenos (!?) inconvenientes foram (mais por nós do que pela Florense) resolvidos e acabamos entendo coisas muito interessantes:
1-nunca se deixe levar pela conversa de vendedor. Vendem bem, mas o pós venda, é lamentável. Nada de novo, mas convém reafirmar: Todo o o cuidado é muito pouco!;
2-o Corian, não é esse bicho que se teme tanto. Dócil, fácil de trabalhar, só precisa de que se leve em conta que é delicado e, sobretudo, muito caro. Cuidado, pois, com ele;
3-pra não dizer que não falei de flores, embora deficiente com o atendimento técnico, a Florense, através seus vendedores, o Arquiteto Klecius, e seus técnicos e, até mesmo, a representante Márcia, sempre foi educada. Pena que não bastasse isso para eu considerar um bom serviço, no total da encomenda.
Mas isso, reitero, não parece ser uma preocupação de quem fornece para as obras. São os tempos!
4-nota para a Florense? 5(cinco) e olhe lá!
FLORENSE – UMA COZINHA PLANEJADA.
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