Monday, June 4

A ARQUITETURA E AS DEMAIS ARTES

Ou, as Artes, e a demais Arquitetura.

Sob a ótica, o manto protetor, da novidade, do experimental, do ousado, ou de outro nome possa ser dado, vejo as Artes submetidas a uma devastação (palavra dura, mas foi a que me ocorreu) medíocre e pertinaz. Claro, existem, e muitas, exceções, que equilibrariam as “mudernidades” que a gente, cada vez mais, consegue ver por aí. Pior, diria eu, “mudernidades” essas que nos oprimem e “castigam”

Das outras Artes, Pintura, Escultura, Música, Poesia, etc, (e se eu deixei de citar algumas, não foi por falta de prestigiá-las, sim para adiantar meu expediente nesse pobre “escrito”), não vou me ocupar, até por falta de maior conhecimento específico.
Fico, e olhe lá, com a minha, a nossa Arquitetura.

Sempre se coloca a Arquitetura como uma das Artes. Perfeito!
Acho a Arquitetura uma Arte. Se bem que já foi mais. Mas, mesmo assim, com todos os revezes que a gente possa constatar, nessa catalogação como Arte, não estou aqui para discutir isso.
Como uma das Artes, o maior problema que a Arquitetura sofre é a sua cruel, indisfarçável, dura, exposição. Feita a obra, lá está ela, a coisa, o resultado, pronto para ser visto e submetido a todas as observações que se possa imaginar. Independente de tamanho, destinação, orçamentos despendidos, localização geográfica, "oscambáu", pronta, prontinha para ser elogiada, esculhambada, apelidada, etc. Coisa essa que não ocorre, na mesma proporção, com as demais manifestações artísticas, geralmente contidas em espaços menos oferecidos, salões, museus, casas de colecionadores.

Por isso mesmo, por essa circunstância específica, o tipo de trabalho que a gente faz permite que possamos tomar direções diversas, seja optando por fazer o que deve ser feito, o Projeto competente e inteligente, sem desmandos criativos, ou exacerbações desnecessárias, seja dando asas à imaginação e partindo para o delírio e a liberação da nossa, nem sempre, contida vaidade. Claro está, que no meio disso, existe um território onde podemos “habitar” e encontrar o equilíbrio necessário. O problema é a gente saber os limites desse território, o ponto onde encontrar a competência e o local onde descobrir a criatividade sonhada.

Escolhas complicadas, espaços de difícil exploração, muitas promessas de chegar ao limiar do Nirvana, encantamentos traiçoeiros. Dureza, a gente saber o momento de ser contido, ou o instante de “soltar a franga” da tal da criatividade. Pessoalmente, sou mais chegado à abordagem competente, talvez por saber que as genialidades não estão oferecidas a todos nós, simples mortais. E, talvez por isso mesmo, entenda, ou procure entender, tantas “derrapagens arquitetônicas” cometidas pelo mundo afora.

Manifestações geniais, mesmo? Busca de uma popularidade imediata, nesse mundinho tão midiático? Indicações de novos caminhos a serem seguidos? Puras exaltações enganadoras?

ARQUITETURA! QUE ARTE!!!

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