Monday, January 24

PADRÃO CLASSE MÉDIA

Com esse título o Xico Vargas, jornalista do No Mínimo, fez um artigo que vem ao encontro de coisas, posições, opiniões, que vagueiam (ondulam, oscilam, enlouquecidas) pela cabeça de todos nós, Arquitetos e profissionais do projeto e da construção.

Localizadamente, aqui em Petrópolis e adjacências, onde vivo e trabalho, as demonstrações de semelhanças ao abordado pelo brilhante jornalista, são as mais variadas e constantes.
Dificilmente um profissional consegue aprovar seus projetos, sem escapar da mira implacável e, muitas vezes absurdas, do Meio Ambiente.

Certo que se dê atenção, muita atenção, às nossa matas e vegetação. Isso todos, ou quase todos, os habitantes locais tem muito claro. Principalmente os Arquitetos e Paisagistas, que procuram manter incólumes as “obras” da Natureza. Mas chegar ao nível de quase desconsideração ao profissional e exploração aos proprietários, como é mais do que comum, é demais!

A dificuldade de aprovação dos projetos é de tal dimensão que justifica a marginalidade. Como diz um brilhante colega Arquiteto, extremado defensor dessa, talvez justificada, marginalidade:
“Se der entrada em algum projeto, a obra só poderá ser iniciada em, no mínimo, seis meses. Talvez!”

Enquanto isso, barracos da pior qualidade, construções toscas e perigosas, sem qualquer preocupação com o tal Meio Ambiente, erguem-se, às centenas, milhares, nos morros e, sobretudo, as margens dos rios locais, provocando essas enchentes, mais do que previsíveis, que ocorrem ano após ano. A última delas, devastou Itaipava, na semana que passou.

Passar pela cabeça das autoridades locais uma campanha de esclarecimentos a população mais pobre, nem pensar. Passar pela cabeça dessa população pobre uma consideração, mínima, com nossa natureza, outra tarefa impensável. Nem as autoridades nem essa população, tem qualquer preocupação nesse sentido. Cada um joga a responsabilidade para o outro. Na verdade, são parceiros, cúmplices, nessa trágica empreitada.
A autoridade diz “que não tem verba”, que “contra as forças da natureza nada se pode fazer”, e outras pérolas do gênero.
A população, diz, tem uma certeza apoiada pela total ignorância e pouco caso, que “isso é pobrema da Prefeitura!”. Pois,”caguemo e andemo pra essas besteira”.

A verdade é que atacar o Padrão Classe Média e os proprietários que procuram fazer as coisas corretamente, aprovando seus projetos e construções, é fácil. E cômodo.
Afinal, aqui na nossa terra, onde eles, os proprietários, são, em grande parte, visitantes de fim de semana, portanto, não dão votos, é extremamente confortável. E, politicamente, defensável.
Já, “incomodar” o eleitor, aquele carinha que habita, mal e porcamente, perigosamente, as margens de nossos rios e as encostas dos morros, mas que prodigaliza votos para os políticos rasteiros que por aqui abundam, nem pensar! Tem mais, “se consertarmos as coisas, se os conscientizarmos, pra onde irão nossos votos na próxima eleição? Xô, pensamento ruim!

Então, “vamos à caça dos caras do Padrão Classe Média, sem dó nem piedade, fazendo, até mesmo, uma tremenda media com a mídia e o público mal informado geral”.

Pois é, Xico Vargas, lá, como cá, padrão classe média, há!!! A eles, sem dó ou piedade!

A NÃO SER QUE SEJAM AMIGOS DO “REI”; SEJA ELE, QUEM FOR!

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Sunday, January 16

CRIAÇÃO TEM DESSAS COISAS

Gosto de ver o que fizeram os Arquitetos das antigas. Os caras que alicerçaram a nossa profissão e deram a ela o prestígio que goza.
Claro, mais fora do Brasil do que aqui dentro. Coisas da vida!

Creio que o Frank Lloyd Wright é uma das maiores referências para todos nós que vivemos essa profissão. Paradigma e ícone para todos.
Então, lá vou eu, lendo e vendo (faço isso sempre) o que o Mestre produziu. Faz bem a qualquer um.

Da minha geração, pouco mais velho ou mais moço, muito mais prestígio e reconhecimento, quase certamente pelos seus méritos , inegáveis, o Ruy Ohtake.
Da sua Arquitetura, gosto mais das antigas, embora ele diga que“se eu me preocupar com a crítica, vou ficar tolhido, fazendo arquitetura de 30 anos atrás”. Eu, preferia.
Moderniza-se, atualiza-se, até arrisca-se. Respeito e admiro o seu trabalho.

Bom, cabe perguntar: o que tem os fundilhos com as calças? O que tem a ver o Frank Lloyd com o Ruy?

Então, dá uma olhada nesses dois prédios abaixo.

Coincidencias-Arquitetonica.jpg
A esquerda, projeto do Wright, Johnson Research Tower, 1944
A direita, projeto do Ohtake, Hotel Renaissance-São Paulo, beirando o ano 2000

COINCIDÊNCIA?

Saturday, January 15

PORQUE USAR UM ARQUITETO

Transcrito de texto publicado pelo RIBA (Royal Institute of Britain Architects)
Basicamente são regras internacionais gerais, mas ajuda-nos saber que quando falamos desses detalhes aos clientes, não estamos incorrendo em erro, ou criando falsas ilusões.
Obs: pequenas alterações, para melhor compreensão, foram permitidas.

PORQUE USAR UM ARQUITETO

Arquitetos são treinados para observar seu “briefing’ e antever a idéia completa.
Eles conseguem ver além dos seus pedidos imediatos, para projetar construções que se adaptem as necessidades e mudanças da sua residência, do seu negócio, da sua edificação.

Arquitetos resolvem problemas com criatividade.
Quando estão envolvidos desde o começo do projeto, os Arquitetos têm mais possibilidades de entender sua solicitação, desenvolver soluções criativa s e propor maneiras de reduzir custos.

Arquitetos podem economizar seu dinheiro maximizando seu investimento.
Uma construção bem desenhada/projetada pode reduzir seus gastos e aumentar sua durabilidade.

Arquitetos podem controlar seu projeto desde a escolha do local até a finalização.
Em muitos projetos de construções, o papel do Arquiteto inclui a coordenação de um time de especialistas e consultores como paisagistas, engenheiros , designers de interiores, etc

Arquitetos podem ajudar a economizar seu tempo.
Administrando e coordenando elementos-chave do projeto, deixando você se concentrar nas atividades de organização.

Arquitetos podem ajudar seu comércio, sua loja, seu negócio.
Eles criam ambientes, internos e externos , que sejam agradáveis e funcionais para as pessoas que lá trabalham e fazem suas negociações.

CONSTRUA CERTO. CONTRATE UM ARQUITETO

Saturday, January 1

2005 COMEÇOU LINDAMENTE

Dia lindo, temperatura e sol na medida certa, leio nessa mensagem inicial, como o anúncio de um ano cheio de boas intenções.

Escrevo isso, e lá fora os ventos parecem me entender e sopram agradavelmente, como a querer afastar aqueles trágicos e sombrios acontecimentos dessa última semana do ano.

Mesmo sem querer colocar cargas maiores, 2004 não foi, pelo menos pra mim, um ano com as melhores recordações e as melhores ocorrências. Nada pessoal!

E o vento, lá fora, novamente se pronuncia. Forte, sem espalhafato, cálido, sem exageros, parece que me dá o apoio pra eu pensar otimistamente.

Por um ano mais ameno, menos “trabalhoso”, mais generoso para todos,
SONHO ACORDADO