Friday, March 25

CENAS PAULISTANAS

Amigos meus paulistas, depois de lerem meu post(logo abaixo) sobre o desvario arquitetônico do Morumbi (aquele projeto neo-qualquer-coisa-horrorosa), me esclarecem que um dos grandes ganchos para as vendas daqueles apartamentos, dos “prédios-picolés” implantados sobre o “bolo confeitado”, será o fato de que aquele conjunto (?!) vai ficar em frente, embora do outro lado da Marginal, do novo prédio da Daslu.

Da última vez que estive em São Paulo, passei em frente ao novo delírio de consumo paulistano, a nova Daslu. Sinceramente, não gostei nada. Tipo da arquitetura pra enganar emergente metido a besta, o “vistoso palacete de três andares em estilo neoclássico, com inevitáveis colunas”, como li em reportagem no portal Terra, parece ser outro show de pretensão, pleno de mau-gosto e ostentação.
Então se um é gancho pro outro, em termos de consumo, só posso achar que eles se merecem.

Gostaria de saber a opinião do Fernando Serapião sobre essas obras.
Em artigo na revista Projeto Design de abril/2004,
Os edificios fantasmas e seus ornamentos delinqüentes”,
Fernando Serapião escreveu:
Fraudulentos no estilo e no glamour, os chamados edifícios neoclássicos aterrorizam a paisagem urbana paulistana”.
Assino embaixo!

SÃO PAULO ACEITA CADA COISA!!!!

Tuesday, March 22

ABERRAÇÃO ARQUITETÔNICA

Alertaram-me, para eu dar uma olhada no novo monstrengo arquitetônico, dentro daquele velho viés “neo-clássico-calunial-pra-enganar-emergente”, que facilmente prolifera em São Paulo, perpetrado por um grande escritório de Arquitetura de São Paulo.

Monstro-Julio-Neves2WEB.jpg

Sem qualquer receio de desagradar, quem quer que seja, espanta-me, pelo menos, o fato de não caber na cabeça do colega o menor sentido de auto-crítica com relação à aberração cometida. Sim porque independente da tal costumeira citação de que “gosto não se discute”, o conjunto é de um mau gosto insuportável.

Como é que na cabeça de um arquiteto de renome, não coube a menor parcela de cuidado, para não suportar cobiças de mercado, que conseguisse esclarecer aos empresários de que aquilo é um negócio lamentável!

Realmente, há muito tempo não consigo ver alguma coisa, dentro do nosso segmento profissional, de tão contundente ruindade. Ruim demais!

No popular, vou escancarar:

COCÔ CONFEITADO!!!

Saturday, March 12

TRABALHANDO COM UM ARQUITETO

Coletado no site do RIBA(Royal Institute of Britain Architects)
De modo geral, muito parecido como deveria ser por aqui.
No respeito, de parte a parte (profissionais e clientes) e nos honorários.

Dizem os ingleses:
Seja para construir uma nova edificação, aumentar a sua funcionalidade , ou adaptar uma estrutura já existente, faz sentido consultar um profissional.


Quanto custa?
O salário do arquiteto pode ser baseado em uma percentagem do valor total da obra ou um valor prefixado. Você pode selecionar / contratar o projeto completo, ou apenas uma parte desse trabalho, inclusive a sua participação na obra.

Como escolher o arquiteto certo
Clientes freqüentemente escolhem um arquiteto que seja famoso, ou que tenha sido recomendado, ou aquele que eles admiram o trabalho. Isso pode ser o começo, mas um processo de seleção mais estruturado é recomendável, escolhendo um arquiteto que se encaixe melhor ao perfil da obra.
Procure cada firma em sua lista, descreva seu projeto e pergunte se eles estão disponíveis. Se a resposta for sim, peça seu currículo. Peça o portfólio ou visite obras prontas feitas por eles e visite seu website. Acima de tudo, converse com o arquiteto. É importante saber se vocês são compatíveis com as suas intenções. Seu arquiteto tem que conseguir convence-lo, sobre a sua criatividade e habilidade para realizar a sua obra.
Clientes comerciais podem usar o sistema chamado “seleção baseada na qualidade”.


Definindo um arquiteto
Uma boa relação de trabalho entre o arquiteto e o cliente é crucial para o sucesso do projeto.Você e seu arquiteto devem discutir e concordar nos custos de serviços de arquitetura, antes do projeto se iniciar e confirmar isso por escrito.

Para ajudar clientes que estejam embarcando num projeto pela primeira vez, RIBA publica um termo de compromisso chamado “ pequenos trabalhos”, desenhado para projetos de até 100.000 libras.

Preparando o briefing
O sucesso definitivo do seu projeto depende da qualidade do briefing, isto é, a sua habilidade em descrever claramente para seu arquiteto as necessidades e funções da sua construção, bem como os métodos propostos da operação e gerenciamento. É inteligente pedir ao seu arquiteto para ajuda-lo a preparar um briefing final.
Seu arquiteto vai precisar saber:
Seu objetivo, seu “alvo” final;
Seu estilo de design: você quer uma construção contemporânea ou hi tech?
Você está considerando a possibilidade de ter recursos ecológicos?
Suas razões para embarcar num projeto: quais serão as atividades desejadas?
Sua autoridade: quem tomará as decisões sobre custos, design e assuntos do dia a dia.
Suas expectativas gerais: O que você espera do projeto? Um lugar mais confortável para morar?


O planejamento
Você está obrigado a cumprir regulamentos de legislação, segurança e saúde. Esses são assuntos que seu arquiteto poderá orienta-lo .
Em projetos comerciais, existem muitas pessoas que precisam ser envolvidas para tomar determinadas decisões.Muitas organizações acham útil organizar um comitê incluindo todos os envolvidos. Qualquer que seja a maneira que você estruture o processo de decisão assegure-se de ter uma pessoa que seja o contato entre a empresa e o arquiteto.


Preparando para construir
Com o projeto aprovado, seu arquiteto pode recomendar a forma apropriada de contrato de construção e preparar desenhos com especificações técnicas que descrevam suas propostas acordadas.

Trabalho em andamento
Seu arquiteto pode, caso solicitado, monitorar o trabalho do construtor, em termos de acabamento, prazo, e manutenção dos termos do contrato.

COISA CIVILIZADA!

Friday, March 11

PROJETO FAVELITÉ


Projeto Favelité


Nesse último domingo (06/03/05), na “Revista”, caderno especial do Globo aos domingos, saiu uma reportagem, em folha dupla, sobre um projeto dos arquitetos cariocas, Pedro Rivera, Laura Taves e Pedro Évora. Dada a visibilidade proporcionada pela “Revista”, nenhum autor, seja de que projeto fosse, poderia desejar coisa melhor.


O Projeto Favelité
, desenvolvido pelos jovens arquitetos, está encaixado na mostra oficial “Ano Brasil na França”, destinado a divulgação das coisas brasileiras naquele Pais
Propõe o projeto, o “revestimento” de um bom trecho das paredes da estação do metrô parisienese de Luxembourg, com painéis retratando as favelas cariocas, no caso do Morro da Providência.

Parênteses: cabe explicar a razão de eu estar falando desse projeto aqui no Observador.
Além de arquiteto, um dos autores é meu sobrinho, Pedro Évora. Não um sobrinho qualquer, mas sobrinho mesmo, chegado e querido, filho da minha cunhada, irmã da minha mulher. Um cara que eu vi crescer, vejo a sua dedicação a tudo que faz, já premiado anteriormente em coisas da profissão, enfim um cara seriíssimo (talvez, pela idade, até mais do que deveria - opinião minha).


Claro, tal divulgação, na Revista de domingo, deu panos pras mangas. As críticas tem sido contundentes, por apreciadores / leitores, que acreditam que aquele momento, aquele espaço, naquele evento, naquela nação, deveria ser ocupada por alguma coisa que falasse mais “positivamente” do nosso Rio de Janeiro / Brasil. Não das nossas favelas, esse “câncer nacional”!!! Posição essa, até defensável. Embora, certamente preconceituosa, elitista.

Defendem-se os arquitetos, lembrando que as favelas (são mais de 700 por esse Rio de Janeiro), “não nascem do desejo, mas da necessidade de um lugar para morar”, das nossas populações carentes. Mais ainda, dizem eles, que o fato de existirem traficantes e marginais, esses são, com certeza, uma minoria (embora dominadora e com total “apoio” da mídia, que deles se ocupa quase que prazerosamente) e o grosso da população favelizada é trabalhadora e honesta. Sem contar, quase que arrematam, com os variados movimentos artístico e culturais que são desenvolvidos nesses locais.

Então, é isso. Como todo projeto / proposta diferente, o assunto está em ponto de discussão.

PROJETO FAVELITÉ: GOL A FAVOR, OU GOL CONTRA?

Tuesday, March 1

AREAL – Interiores (3)

Mais imagens de Areal.

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Salão de Jogos - Home Theater

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Salão de Jogos – Estar

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Mesa de Jogos – Varanda

PAVIMENTO INFERIOR ( Jogos )

AREAL – Interiores (2)

Ainda da obra de Areal. Outras vistas dos interiores.
Sempre ressaltando o mobiliário e as peças de decoração, escolha dos proprietários com assessoria do arquiteto Franklin Iriarte.

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Passarela ligação entre as duas alas

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Quarto do Casal

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Banheiro do Casal. Notar a vista maravilhosa!

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Circulação Quartos (uma das alas)

PAVIMENTO SUPERIOR

AREAL – Interiores (1)

Daquela obra de Areal, que publiquei algumas imagens externas, coloco agora vistas interiores.
Além do cuidado do projeto e da execução, cabe notar o bom gosto do mobiliário, escolhido pelos clientes.

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Acesso – Porta Principal

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Vista Sala Estar, Varanda, Exterior

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Sala de Jantar

PAVIMENTO TÉRREO