CASA EM PARATY...UM BELO PROJETO
Sempre imagino a Arquitetura como uma coisa que deve ser simples, fluida, fácil de entender – e usar, principalmente – sem qualquer necessidade de, a cada projeto, desejarmos dar mostras de “craquezas” fora do normal.
Claro, querer fazer um bom projeto deve ser a primeira coisa a passar pela cabeça do Arquiteto, mas daí a querer se afirmar em cada encomenda, mostrar algo superior, “nunca dantes contemplado”, pelo menos pela minha cabeça não passa.
A última premiação internacional do Pritzker – breve vou falar sobre o prémio, prêmios, e mostrar alguns dos projetos – confirma isso que eu penso.
Nada dessas “mirabolâncias” sino-arábicas foi contemplada, ainda bem!
Então, reiniciando minhas divagações arquitetônicas, coloco um projeto, do Márcio Kogan, em Paraty, na vitrine.
Simplicidade e clareza, tá tudo ali. Não vou falar do custo, que sei das alturas....mas valeu!
“Marcio Kogan vence prêmio da revista britânica Wallpaper
Projeto de casa em Paraty ganha como "Best new private house"
Luciana Tamaki
A revista britânica Wallpaper premiou o brasileiro Marcio Kogan no Design Awards 2010, na categoria "Best new private house", pelo projeto Casa Paraty (RJ). A casa, construída na praia de Santa Rita, tem coautoria da arquiteta Suzana Glogowski.
O único acesso à área da casa é feito por barco. Chegando na casa, a entrada é feita por uma ponte metálica sobre um espelho d'água forrado por cristais. A ponte conduz a uma escada que se conecta aos dois pavimentos da casa, dispostos em blocos independentes e interligados por um pilar. O uso do concreto armado aparente confere uma textura surpreendente para todas as paredes.
No bloco superior, de dormitórios, painéis retráteis de graveto de eucalipto barram a luz do sol. Os espaços são voltados para a montanha, com pequenos pátios internos com iluminação zenital. Todas as coberturas da casa são terraços, com mirantes, jardins para esculturas e plantação de ervas comestíveis.
O volume inferior contém a sala de estar, cozinha e área de serviço num espaço contínuo, com janelas de vidro que fazem vista para o mar e, abaixo, um grande vão de 27 m.
Duas grandes paredes de concreto armado, de 40 cm de espessura, nas laterais da residência, servem de apoio para as lajes e vigas. Parte da estrutura apoia-se sobre essas paredes, criando condições para o balanço de quase 10 m.
Tanto a laje, de 47 cm de espessura, como as duas vigas foram protendidas. Para conter esforços de tombamento dos balanços, a estrutura foi atirantada aos blocos de fundação das paredes.”



Acrescento um aspecto interessante e definidor para o trabalho do Kogan, que não aparece nesse artigo acima da jornalista Luciana Tamaki:
Quando o Arquiteto entrevistou o cliente, procurando saber que tipo de residência ele pretendia – uma residência de praia, qual o tipo de cobertura, etc – as conhecidíssimas telhas de barro – e outras características convencionais, recebeu do cliente a seguinte “recomendação”:
“Quero uma casa diferente, sem qualquer restrição tanto quanto ao tipo de arquitetura, quanto ao custo que isso possa acarretar. Total liberdade ao Arquiteto.”
Tudo que qualquer Arquiteto possa pretender e que foi imediatamente entendido pela capacidade e talento do Márcio Kogan.
Deu nisso quem as fotos mostram: uma Arquitetura sem restrições, simples como a boa Arquitetura deve ser.
Acho esse projeto um dos melhores que eu tenho visto nos último anos.
COISA DE CRAQUE!!!
Claro, querer fazer um bom projeto deve ser a primeira coisa a passar pela cabeça do Arquiteto, mas daí a querer se afirmar em cada encomenda, mostrar algo superior, “nunca dantes contemplado”, pelo menos pela minha cabeça não passa.
A última premiação internacional do Pritzker – breve vou falar sobre o prémio, prêmios, e mostrar alguns dos projetos – confirma isso que eu penso.
Nada dessas “mirabolâncias” sino-arábicas foi contemplada, ainda bem!
Então, reiniciando minhas divagações arquitetônicas, coloco um projeto, do Márcio Kogan, em Paraty, na vitrine.
Simplicidade e clareza, tá tudo ali. Não vou falar do custo, que sei das alturas....mas valeu!
“Marcio Kogan vence prêmio da revista britânica Wallpaper
Projeto de casa em Paraty ganha como "Best new private house"
Luciana Tamaki
A revista britânica Wallpaper premiou o brasileiro Marcio Kogan no Design Awards 2010, na categoria "Best new private house", pelo projeto Casa Paraty (RJ). A casa, construída na praia de Santa Rita, tem coautoria da arquiteta Suzana Glogowski.
O único acesso à área da casa é feito por barco. Chegando na casa, a entrada é feita por uma ponte metálica sobre um espelho d'água forrado por cristais. A ponte conduz a uma escada que se conecta aos dois pavimentos da casa, dispostos em blocos independentes e interligados por um pilar. O uso do concreto armado aparente confere uma textura surpreendente para todas as paredes.
No bloco superior, de dormitórios, painéis retráteis de graveto de eucalipto barram a luz do sol. Os espaços são voltados para a montanha, com pequenos pátios internos com iluminação zenital. Todas as coberturas da casa são terraços, com mirantes, jardins para esculturas e plantação de ervas comestíveis.
O volume inferior contém a sala de estar, cozinha e área de serviço num espaço contínuo, com janelas de vidro que fazem vista para o mar e, abaixo, um grande vão de 27 m.
Duas grandes paredes de concreto armado, de 40 cm de espessura, nas laterais da residência, servem de apoio para as lajes e vigas. Parte da estrutura apoia-se sobre essas paredes, criando condições para o balanço de quase 10 m.
Tanto a laje, de 47 cm de espessura, como as duas vigas foram protendidas. Para conter esforços de tombamento dos balanços, a estrutura foi atirantada aos blocos de fundação das paredes.”



Acrescento um aspecto interessante e definidor para o trabalho do Kogan, que não aparece nesse artigo acima da jornalista Luciana Tamaki:
Quando o Arquiteto entrevistou o cliente, procurando saber que tipo de residência ele pretendia – uma residência de praia, qual o tipo de cobertura, etc – as conhecidíssimas telhas de barro – e outras características convencionais, recebeu do cliente a seguinte “recomendação”:
“Quero uma casa diferente, sem qualquer restrição tanto quanto ao tipo de arquitetura, quanto ao custo que isso possa acarretar. Total liberdade ao Arquiteto.”
Tudo que qualquer Arquiteto possa pretender e que foi imediatamente entendido pela capacidade e talento do Márcio Kogan.
Deu nisso quem as fotos mostram: uma Arquitetura sem restrições, simples como a boa Arquitetura deve ser.
Acho esse projeto um dos melhores que eu tenho visto nos último anos.
COISA DE CRAQUE!!!
Labels: exemplar


<< Home