Tuesday, August 3

RIBA E OS FINALISTAS DO STIRLING PRIZE DE 2010

O RIBA (Royal Institute Of British Architects) anuncia seus finalistas a um dos maiores prêmios da Arquitetura, O Stirling* Prize de 2020.
* Stirling, James Stirling um dos maiores Arquitetos britânicos de todos os tempos.

Do site da Pini:
"RIBA anuncia finalistas do Stirling Prize 2010
23/Julho/2010

O RIBA (Royal Institute of British Architects) divulgou os seis finalistas do RIBA Stirling Prize 2010, que terá seu vencedor anunciado no dia 2 de outubro, em Londres, na Inglaterra. O instituto premia os melhores empreendimentos construídos na Grã-Bretanha ou projetados por arquitetos de origem britânica.
Na edição passada, o vencedor foi o arquiteto Richard Rogers, do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners, com o projeto do Maggie's Centre, um centro de tratamento de pacientes com câncer, localizado em Londres.

Confira os seis projetos finalistas:

Ashmolean Museum



Construído em 1683 em Oxford, Inglaterra, o museu foi reformado pelo arquiteto Rick Mathers e ganhou mais 9 mil m² de espaço. O edifício tem 39 novas galerias divididas em seis andares, conectadas por uma série de escadarias e um grande átrio central.

Bateman's Row



Projetado pelos arquitetos da Theis and Khan e localizado em Londres, o prédio reúne quatro apartamentos, um escritório, um estúdio e uma galeria. A fachada do edifício é revestida por tijolos escuros em sua base, que vão clareando com a altura do prédio.

Christ's College Secundary School



O colégio produzido pelo escritório de arquitetura DSDHA e construído em Guildford, Inglaterra, tem três andares compactos com facilidade para portadores de necessidades especiais. O prédio possui um sistema de ventilação natural, onde o ar passa pelos tijolos da estrutura, e também um bom espaço de circulação, assim como uma grande área externa.

Clapham Manor Primary School



A reforma da escola localizada em Londres foi projetada pelo escritório de arquitetura dRRM, que adicionou um espaço ao antigo prédio. A nova área tem a forma de um retângulo por estar entre dois prédios já existentes, mas se destaca pela sua fachada com painéis de vidro coloridos, que permite grande iluminação.

MAXXI, National Museum of XXI Art



O museu projetado pela arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, localizado em Roma, na Itália, se desenvolve em uma série de fluxos dinâmicos que se coagulam em espaços de diferentes densidades e porosidades, seguindo o movimento dos visitantes ao exterior e ao interior do museu, superpondo as diversas salas expositivas e compenetrando as diversas funções em uma única tessitura espacial.

The Neues Museum




O projeto dos escritórios dos arquitetos britânicos David Chipperfield e Julian Harrap teve como objetivo recuperar o museu, localizado em Berlim, na Alemanha e destruído parcialmente durante a segunda guerra mundial. O novo projeto mantém a fachada original, mas prevê a ampliação da área interna."

Interessante poder constatar a diversidade dos projetos selecionados e dos Arquitetos contemplados - alguns como Zaha Hadid e David Chipperfield, mais conhecidos e renomados.
Além, é claro, da simplicidade deles, projetos.
Nada como aqueles projetos sino-arábicos (arabescos!!??) cheios de pretensão e exageros.

STIRLIG PRIZE 2010: QUEM SAIRÁ VENCEDOR?

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Friday, July 16

CASA EM PARATY...UM BELO PROJETO

Sempre imagino a Arquitetura como uma coisa que deve ser simples, fluida, fácil de entender – e usar, principalmente – sem qualquer necessidade de, a cada projeto, desejarmos dar mostras de “craquezas” fora do normal.

Claro, querer fazer um bom projeto deve ser a primeira coisa a passar pela cabeça do Arquiteto, mas daí a querer se afirmar em cada encomenda, mostrar algo superior, “nunca dantes contemplado”, pelo menos pela minha cabeça não passa.

A última premiação internacional do Pritzkerbreve vou falar sobre o prémio, prêmios, e mostrar alguns dos projetosconfirma isso que eu penso.
Nada dessas “mirabolânciassino-arábicas foi contemplada, ainda bem!

Então, reiniciando minhas divagações arquitetônicas, coloco um projeto, do Márcio Kogan, em Paraty, na vitrine.
Simplicidade e clareza, tá tudo ali. Não vou falar do custo, que sei das alturas....mas valeu!

“Marcio Kogan vence prêmio da revista britânica Wallpaper
Projeto de casa em Paraty ganha como "Best new private house"

Luciana Tamaki
A revista britânica Wallpaper premiou o brasileiro Marcio Kogan no Design Awards 2010, na categoria "Best new private house", pelo projeto Casa Paraty (RJ). A casa, construída na praia de Santa Rita, tem coautoria da arquiteta Suzana Glogowski.

O único acesso à área da casa é feito por barco. Chegando na casa, a entrada é feita por uma ponte metálica sobre um espelho d'água forrado por cristais. A ponte conduz a uma escada que se conecta aos dois pavimentos da casa, dispostos em blocos independentes e interligados por um pilar. O uso do concreto armado aparente confere uma textura surpreendente para todas as paredes.

No bloco superior, de dormitórios, painéis retráteis de graveto de eucalipto barram a luz do sol. Os espaços são voltados para a montanha, com pequenos pátios internos com iluminação zenital. Todas as coberturas da casa são terraços, com mirantes, jardins para esculturas e plantação de ervas comestíveis.

O volume inferior contém a sala de estar, cozinha e área de serviço num espaço contínuo, com janelas de vidro que fazem vista para o mar e, abaixo, um grande vão de 27 m.

Duas grandes paredes de concreto armado, de 40 cm de espessura, nas laterais da residência, servem de apoio para as lajes e vigas. Parte da estrutura apoia-se sobre essas paredes, criando condições para o balanço de quase 10 m.

Tanto a laje, de 47 cm de espessura, como as duas vigas foram protendidas. Para conter esforços de tombamento dos balanços, a estrutura foi atirantada aos blocos de fundação das paredes.”








Acrescento um aspecto interessante e definidor para o trabalho do Kogan, que não aparece nesse artigo acima da jornalista Luciana Tamaki:

Quando o Arquiteto entrevistou o cliente, procurando saber que tipo de residência ele pretendia – uma residência de praia, qual o tipo de cobertura, etcas conhecidíssimas telhas de barro – e outras características convencionais, recebeu do cliente a seguinterecomendação”:

“Quero uma casa diferente, sem qualquer restrição tanto quanto ao tipo de arquitetura, quanto ao custo que isso possa acarretar. Total liberdade ao Arquiteto.”

Tudo que qualquer Arquiteto possa pretender e que foi imediatamente entendido pela capacidade e talento do Márcio Kogan.

Deu nisso quem as fotos mostram: uma Arquitetura sem restrições, simples como a boa Arquitetura deve ser.
Acho esse projeto um dos melhores que eu tenho visto nos último anos.

COISA DE CRAQUE!!!

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Wednesday, February 14

SABENDO LIDAR COM O CLIENTE

Creio que a idade, a chamada velhice, desde que não acompanhada da acomodação, ou da intolerância, pode nos trazer o que eu chamo de "sapiência" (vai entre aspas, pra não ficar pernóstico).Então, munido dessa minha "sabedoria", quando tenho que reclamar, reclamo, mesmo.

Em relação às coisas do meu trabalho profissional, sobretudo, reclamo com clareza, a dureza necessária (caso seja), mas sempre com educação.Reclamei e fui (bem) atendido, pela Pial Legrand, que substituiu as peças (interruptores) que estavam mal funcionando. Rápida e eficientemente. Como deve ser. Parabéns, reafirmo, Pial!

Semana que passou, enviei e-mail para a Montana (fabricante do acabamento superficial que aplicamos nas fachadas da CasaMB, o Osmocolor), relatando do aparecimento de manchas na madeira, solicitando explicações e procurando aconselhamentos. Precisava corrigir o que estava enfeiando as fachadas da casa.
Hoje, 12 de fevereiro, recebi um telefonema da Montana, Kelly o nome da pessoa que me ligou, que pediu-me que relatasse o que ocorreu, fez observações e prometeu uma visita à CasaMB, para verificar no local o estado das madeiras e definir o acabamento, possivelmente o próprio Osmocolor. Uma "expertise", do fabricante, para nos tirar as dúvidas. Mandei fotos, do antes (das manchas) e do depois (das manchas), para ajudar a compreensão do nosso "sofrimento".
Bacana, profissional, a resposta, pronta e atenciosa, da Montana.

VALEU, MONTANA! ASSIM, SE TRABALHA.

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