Admiro e respeito o trabalho do Ruy Ohtake. Certamente até
prefiro os seus “
outros tempos” em que ele fazia uma Arquitetura menos, digamos, efusiva, menos tão colorida e buscando os tais “caminhos novos”.
Preferia o Ruy modernista, brutalista.
Apenas, preferências pessoais.
Não gosto, nem um pouco,
do Renaissance. Desajeitado e fora de proporção, onde colocado. Além de "
excessivamente parecido" com um prédio do
Wright, anos 40.
O Renaissance é o da direita.

Mesmo o prédio da Faria Lima,
onde está o Instituto Tomie Ohtake, embora interessante,
mereceria um terreno, pelo menos,
umas quatro vezes maior.
“
Ora”,
poderia dizer o colega, “
eu também gostaria, mas era o que tínhamos”.
Vira-e-mexe,
aqui do meu cantinho modesto, Arquiteto Comum que sou,
tenho mandado umas “
porraditas”
no RO. Nada contra, pois, reitero, admiro e respeito o seu trabalho.

Mas.
quando a coisa me bate bem, e torno a ressaltar, posição meramente pessoal, gosto de bater palmas.
Gosto muito do Unique, por exemplo.
E sei que
muita gente desgosta, até já apelidaram de “
fatia de melância”. Aquele lance já falado por aqui, da
exposição e compromisso de nossos trabalhos. Que ficam, escancarados e oferecidos, a toda a sorte de apreciações e de críticas.
Para o bem e para o mal. Talvez até seja o caso de que nós, Arquitetos,
prefiramos mais algo que incomode, do que passe desapercebido,
ah! as nossas vaidades!. O que acabará, ou não, por nos colocar em cheque.

Então, vi num dos
últimos números da revista ProjetoDesign (
ArcoWeb), o novo projeto do Ruy Ohtake para um
terminal de ônibus, que eu gostei,
e muito. Daí, naquela do “
uma no cravo, outra na ferradura”, coloco algumas imagens desse
novo trabalho do “
japinha”.
Em compensação, pulando de uma Arte para outra, ele é capaz de “
conceber”
essa coisa esquistona, no mínimo. Seria uma
“ode à brochidão?”UM ARQUITETO MAIOR!Labels: opinião